Após quase um mês de internação, a agricultora Kátia Freitas, de 34 anos, moradora de Itapipoca, vivenciou um momento marcante ao poder manter contato direto com seus filhos. Mãe dos gêmeos João e Pedro, ela relata a emoção de finalmente sentir os bebês junto ao peito, em um momento de conexão e tranquilidade durante o processo de recuperação.
Os recém-nascidos, que vieram ao mundo de forma prematura, foram encaminhados para a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias), em Fortaleza, onde passaram a receber acompanhamento especializado.
Durante o período de internação, o método canguru foi um dos principais recursos utilizados pela equipe de saúde. A prática consiste no contato pele a pele entre o bebê e os pais, sendo considerada uma estratégia eficaz para auxiliar na recuperação de recém-nascidos prematuros.

Segundo profissionais da unidade, o método contribui para a autorregulação dos bebês, melhora a qualidade do sono e favorece o desenvolvimento neurossensorial. Além disso, o contato próximo proporciona segurança, reduz o estresse e fortalece o vínculo entre a família e os recém-nascidos.
Veja também
A rotina da Ucin envolve o acompanhamento de uma equipe multiprofissional formada por enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neonatologistas e terapeutas ocupacionais. O objetivo é garantir a estabilidade clínica e o desenvolvimento saudável dos bebês durante todo o período de internação.
Especialistas explicam que a prematuridade, caracterizada pelo nascimento antes das 37 semanas de gestação, exige cuidados contínuos, já que os bebês apresentam maior vulnerabilidade devido à imaturidade de sistemas como o respiratório, cardíaco e renal. Nesse contexto, o método canguru também contribui para o estímulo ao aleitamento materno, essencial para fortalecer a imunidade dos recém-nascidos.
João e Pedro nasceram com 33 semanas de gestação, no dia 19 de fevereiro, com menos de dois quilos. No dia 21, foram transferidos de Itapipoca para Fortaleza após apresentarem desconforto respiratório e dificuldade na alimentação, sendo necessário o uso de sonda nos primeiros dias.
Com a evolução do quadro clínico e o acompanhamento constante da equipe de saúde, os bebês passaram a se alimentar por via oral e apresentaram melhora progressiva, recebendo alta hospitalar após semanas de cuidados intensivos.



