Starship tenta primeiro voo orbital com satélites Starlink nesta segunda-feira (28)

Missão da SpaceX parte do Texas e marca uma nova etapa nos testes da nave de Elon Musk, que poderá realizar cerca de seis voltas ao redor da Terra antes de retornar ao Oceano Pacífico.

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A SpaceX, empresa aeroespacial fundada por Elon Musk, realiza nesta segunda-feira (28) uma das missões mais importantes do programa Starship. Após 13 voos experimentais em trajetórias suborbitais, a companhia pretende colocar a nave pela primeira vez em órbita da Terra.

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Batizada de Starship Flight 14, a missão tem janela de lançamento prevista a partir das 13h15, no horário local, diretamente da base da SpaceX em Starbase, no Texas, Estados Unidos. A previsão é que o voo tenha duração aproximada de dez horas.

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Durante a missão, a Starship deverá atingir uma altitude de aproximadamente 275 quilômetros e completar cerca de seis órbitas ao redor do planeta. Na etapa final, a nave fará uma reentrada controlada na atmosfera e deverá realizar um pouso no Oceano Pacífico.

Primeira missão com carga operacional

Além de testar o desempenho da nave em órbita, o voo representa uma novidade importante para o programa: a Starship levará pela primeira vez uma carga operacional.

No compartimento da nave estarão 26 satélites Starlink V3, uma nova geração de equipamentos desenvolvidos pela SpaceX para ampliar a capacidade de transmissão e a velocidade da rede de internet via satélite da empresa.

A missão, portanto, terá um objetivo que vai além de verificar se a Starship consegue alcançar o espaço. A SpaceX também pretende demonstrar que o veículo pode desempenhar tarefas práticas enquanto permanece em órbita.

Um dos maiores sistemas de lançamento já construídos

Com aproximadamente 124 metros de altura, a Starship foi projetada para ser completamente reutilizável e se tornou um dos projetos mais ambiciosos da indústria espacial.

O sistema é formado pela nave Starship e pelo propulsor Super Heavy, desenvolvido para gerar a força necessária durante os primeiros minutos do lançamento. A proposta da SpaceX é utilizar o veículo em futuras missões de grande porte, incluindo voos para a Lua e, em um horizonte mais distante, possíveis missões tripuladas para Marte.

O projeto também está relacionado ao programa Artemis, da Nasa, que prevê novas missões humanas à Lua.

Para Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, o 14º voo representa uma evolução significativa do projeto e demonstra o estágio de desenvolvimento alcançado pelo lançador.

“Só para se ter uma ideia, estamos lançando ao espaço cerca de 100 toneladas do que se considera carga útil”, afirmou.

De veículo experimental a sistema operacional

O desenvolvimento da Starship foi marcado por uma sequência de testes, falhas e avanços tecnológicos. Algumas das missões anteriores terminaram em explosões durante diferentes etapas do voo, enquanto outras conseguiram demonstrar avanços no controle e no desempenho do sistema.

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Agora, a expectativa é que a missão Flight 14 represente uma nova fase do programa. Em vez de apenas verificar se a Starship consegue alcançar o espaço, a SpaceX busca demonstrar que a nave pode permanecer em órbita, transportar cargas e executar procedimentos complexos antes de retornar à Terra.

Se os objetivos forem alcançados, o voo poderá se tornar um dos principais marcos no desenvolvimento do maior e mais potente sistema de lançamento já construído.

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