Papa Leão é diagnosticado com câncer de pulmão após cirurgia em Roma

Vaticano confirmou adenocarcinoma pulmonar após a retirada do lobo inferior do pulmão direito; procedimento durou cerca de 90 minutos e foi realizado sem complicações.

Portal Itapipoca Portal Itapipoca
6 minuto(s) de leitura

O papa Leão foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer que se origina nas células glandulares do tecido pulmonar, após passar por uma cirurgia nesta terça-feira (13), no Hospital Gemelli, em Roma, na Itália. A confirmação foi divulgada pelo Vaticano em um boletim médico detalhado, que informou a retirada do lobo inferior do pulmão direito do pontífice, de 71 anos.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

De acordo com o comunicado, a análise do tecido realizada durante o procedimento confirmou a suspeita levantada pelos médicos a partir dos exames pré-operatórios. A cirurgia teve como objetivo remover a área afetada pela doença, com a intenção de tratar o tumor.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

O Vaticano já havia informado anteriormente que a operação havia sido bem-sucedida. Segundo a equipe médica responsável, o procedimento durou aproximadamente 90 minutos e transcorreu sem intercorrências. Após a cirurgia, o papa acordou normalmente e permaneceu em repouso no quarto do hospital.

Cirurgia teve objetivo de remover o tecido canceroso

O procedimento foi realizado por meio de uma técnica assistida por vídeo, utilizada para permitir a intervenção cirúrgica no pulmão. Conforme o boletim médico, a retirada do lobo inferior direito foi considerada necessária para que o tratamento tivesse finalidade curativa.

Os pulmões humanos possuem cinco lobos: três no lado direito e dois no esquerdo. A cirurgia realizada no pontífice removeu uma dessas cinco partes.

Apesar da confirmação do diagnóstico, ainda não foram divulgadas informações suficientes para determinar o estágio da doença. Entre os dados considerados fundamentais pelos especialistas estão o tamanho do tumor retirado e a eventual presença de células cancerosas nos gânglios linfáticos, estruturas que fazem parte do sistema imunológico.

O oncologista Stephen Liu, especialista em câncer de pulmão da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, explicou que essas informações são essenciais para avaliar as perspectivas de recuperação e definir a necessidade de tratamentos complementares.

Segundo o médico, quando o tumor é pequeno e não há comprometimento dos gânglios linfáticos, a cirurgia pode ser suficiente para eliminar a doença. Por outro lado, a identificação de uma disseminação maior do câncer pode indicar um cenário mais complexo.

Papa deve permanecer internado por cerca de uma semana

Leão chegou ao Hospital Gemelli nesta terça-feira, após deixar o Vaticano em um veículo oficial. Durante o trajeto, que percorreu aproximadamente nove quilômetros, o pontífice foi visto acenando para as pessoas que acompanhavam sua saída.

Na chegada à unidade de saúde, ele cumprimentou autoridades e passou diante de um grupo de fiéis que aguardava sua presença. Alguns manifestaram apoio e desejaram boa recuperação ao líder religioso.

A previsão inicial é que o papa permaneça internado por aproximadamente sete dias, período destinado à recuperação após a cirurgia e ao acompanhamento de seu estado de saúde.

Em razão da hospitalização, os compromissos públicos do pontífice foram cancelados até o dia 20 de outubro. Ainda não há confirmação sobre possíveis alterações em sua agenda internacional prevista para novembro.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

Viagem internacional está prevista para novembro

Eleito em maio de 2025, Leão é considerado relativamente jovem em comparação com outros líderes recentes da Igreja Católica. Antes da cirurgia, mantinha uma rotina intensa de atividades e não era conhecido por apresentar problemas de saúde recentes.

O pontífice tem uma viagem de 11 dias programada para a América do Sul, entre 6 e 17 de novembro, com passagens previstas pelo Uruguai, pela Argentina e pelo Peru. A realização do roteiro dependerá de sua recuperação e das orientações médicas.

Como líder máximo da Igreja Católica, Leão exerce autoridade sobre uma comunidade estimada em aproximadamente 1,4 bilhão de fiéis em todo o mundo. Durante períodos de afastamento por motivos de saúde, a estrutura administrativa do Vaticano continua funcionando, enquanto decisões que dependem diretamente da aprovação do papa podem ser adiadas.

Histórico de saúde inclui episódio de febre tifoide

Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, em 1955, com o nome de Robert Prevost, Leão passou décadas atuando como missionário e bispo no Peru antes de ser eleito papa.

Em 1985, quando ainda era um jovem sacerdote, ele contraiu febre tifoide na cidade peruana de Chulucanas e precisou ser hospitalizado.

O episódio foi relatado pelo próprio pontífice em uma entrevista publicada em livro. Na ocasião, ele contou que sentiu dores intensas e chegou a pedir a Deus que encerrasse seu sofrimento. Posteriormente, interpretou a recuperação como um sinal de que ainda tinha uma missão a cumprir.

A atual internação representa um novo desafio de saúde para o papa, que agora deverá passar por um período de recuperação e acompanhamento médico após a confirmação do câncer de pulmão. O prognóstico dependerá, entre outros fatores, dos resultados completos da análise do tumor e da avaliação sobre a extensão da doença.

Compartilhe
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Advertisement -