O agravamento do conflito armado no Oriente Médio pode provocar impactos significativos no mercado internacional de petróleo e gás natural. O alerta foi feito pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que avalia como preocupante a possibilidade de interrupções no fluxo energético da região, especialmente diante do risco de fechamento do Estreito de Ormuz.
Considerado uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de energia, o estreito concentra cerca de 25% de todo o petróleo exportado globalmente, além de grandes volumes de gás natural. A região é estratégica para países produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã, responsáveis por parcela relevante do abastecimento internacional.
Segundo o IBP, uma eventual paralisação ou restrição no tráfego marítimo pode elevar os preços do petróleo e do gás natural nos mercados globais. Além disso, ataques ou bloqueios à infraestrutura energética local poderiam gerar desabastecimento e pressionar economias fortemente dependentes dessas importações, como China, Índia e Japão.
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De acordo com a entidade, o prolongamento das hostilidades tende a reduzir a competitividade dessas nações asiáticas, ao mesmo tempo em que intensifica a volatilidade dos preços das commodities energéticas.
Diante desse cenário, o Brasil surge como uma alternativa estratégica no fornecimento internacional. O IBP destaca que o país reúne condições de estabilidade institucional e segurança jurídica, além de ofertar um petróleo de alta qualidade, com baixo teor de enxofre e menor intensidade de carbono.
O Brasil tem ampliado sua produção nos últimos anos e ocupa atualmente a nona posição entre os maiores exportadores mundiais de petróleo. Cerca de 67% do volume exportado pelo país tem como destino o mercado asiático, o que reforça sua relevância para a segurança energética da região em momentos de instabilidade internacional.



