Papa Leão XIV faz apelo global pela paz e critica “loucura da guerra” durante vigília no Vaticano

Pontífice condena uso da religião para justificar conflitos e pede diálogo entre líderes mundiais em meio a negociações entre EUA e Irã.

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Em meio ao cenário de tensão internacional, o Papa Leão XIV fez um forte apelo aos líderes mundiais neste sábado (11), pedindo o fim do que classificou como a “loucura da guerra”. A declaração ocorre no mesmo dia em que autoridades dos Estados Unidos e do Irã se reuniram no Paquistão para discutir uma possível solução para o conflito, que já dura cerca de seis semanas.

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Durante uma vigília especial de oração realizada na Basílica de São Pedro, o pontífice — primeiro papa norte-americano da história — fez duras críticas à utilização de argumentos religiosos para justificar guerras. Em seu discurso, ele alertou para o que chamou de uma crescente instabilidade global, marcada por uma “ilusão de onipotência” entre as nações.

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Em tom direto, o papa pediu o fim imediato das hostilidades e defendeu o diálogo como caminho para a paz. “Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento”, declarou.

Conhecido por sua postura cautelosa, Leão XIV adotou um discurso mais incisivo ao abordar o conflito envolvendo o Irã. Ele mencionou relatos de crianças afetadas pela guerra, descrevendo situações de “horror e desumanidade”, o que reforçou o apelo humanitário da Igreja.

O pontífice também relembrou a posição histórica da Igreja Católica contra conflitos armados, citando um pronunciamento do Papa João Paulo II antes da Invasão do Iraque em 2003, quando o então líder religioso já alertava para os riscos da guerra.

“Chega da idolatria do eu e do dinheiro! Chega de exibição de poder! Chega de guerra!”, enfatizou Leão XIV, reforçando a crítica ao que considera excessos de poder e interesses econômicos por trás dos conflitos.

O papa voltou a condenar o uso do nome de Deus em discursos que incentivam a violência. Segundo ele, “o equilíbrio dentro da família humana foi severamente desestabilizado” e até mesmo valores sagrados estão sendo distorcidos em meio à guerra.

Declarações anteriores do pontífice já haviam gerado repercussão internacional, especialmente entre setores conservadores, que interpretaram suas falas como críticas indiretas ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, por utilizar referências cristãs ao justificar ações militares conjuntas com Israel contra o Irã.

A vigília deste sábado havia sido anunciada pelo papa durante sua mensagem de Páscoa, reforçando o simbolismo do período religioso como um momento de reflexão e busca pela paz mundial.

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