A Caixa Econômica Federal realiza nesta terça-feira (28) o pagamento da parcela de abril do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 8. O calendário segue o modelo tradicional do programa, com depósitos efetuados nos últimos dez dias úteis de cada mês.
O valor mínimo do benefício permanece em R$ 600, mas, com os adicionais previstos, a média paga às famílias neste mês chega a R$ 678,22. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa atende cerca de 18,9 milhões de famílias em abril, com um investimento total de R$ 12,8 bilhões.
Além do valor base, o Bolsa Família inclui benefícios extras voltados a públicos específicos. Entre eles, está o adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos e o pagamento de R$ 50 para gestantes, mães que amamentam e jovens entre 7 e 18 anos. Também segue em vigor o Benefício Variável Familiar Nutriz, que garante seis parcelas de R$ 50 para mães com bebês de até seis meses, com foco na segurança alimentar infantil.
Os beneficiários podem consultar detalhes sobre valores, datas e composição do benefício por meio do aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar as contas digitais vinculadas ao programa.
Pagamento antecipado em áreas afetadas
Em abril, moradores de 173 municípios em 11 estados receberam o pagamento de forma antecipada, no último dia 16, independentemente do número final do NIS. A medida contemplou cidades impactadas por estiagens, enchentes ou que possuem populações indígenas em situação de vulnerabilidade.
No Rio Grande do Norte, 121 municípios foram incluídos na antecipação devido aos efeitos da seca. Também houve liberação antecipada em cidades de estados como Amazonas, Bahia, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Sergipe e Minas Gerais.
Fim de desconto e regra de proteção
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter o desconto do Seguro Defeso, benefício pago a pescadores artesanais durante o período de reprodução dos peixes. A mudança foi definida pela Lei 14.601/2023, que reestruturou o programa.
Outro ponto importante é a chamada regra de proteção, que atualmente abrange cerca de 2,34 milhões de famílias. O mecanismo permite que beneficiários que aumentem a renda continuem recebendo 50% do valor do auxílio por um período determinado.
A partir de 2025, o tempo de permanência nessa regra foi reduzido de dois anos para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que ingressaram na transição a partir de junho de 2025. Quem já estava enquadrado até maio daquele ano segue com o prazo anterior de dois anos.



