Empresária que mora em Itapipoca denuncia falsa promessa de emprego na França e faz apelo para conseguir voltar ao Brasil

Proprietária de uma doceria afirma que teve documentos retidos, sofreu agressões físicas e psicológicas e diz ter vivido momentos de desespero após viajar em busca de uma oportunidade de trabalho.

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Uma empresária que mora em Itapipoca usou as redes sociais para denunciar a situação que afirma estar enfrentando após viajar para a França acreditando que iniciaria uma nova oportunidade de trabalho. Em um vídeo divulgado na noite desta quinta-feira (16), Francisca Gisele Matias da Silva relatou uma série de acontecimentos que, segundo ela, transformaram o sonho de construir uma vida melhor para a família em um verdadeiro pesadelo.

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Natural de Trairi e proprietária de uma doceria em Itapipoca, Gisele contou que decidiu buscar uma oportunidade de emprego no exterior com o objetivo de oferecer melhores condições de vida à família. Segundo ela, o projeto foi planejado juntamente com o marido, após ambos enviarem currículos para diversas plataformas internacionais de emprego. O casal havia combinado que quem conseguisse uma vaga primeiro viajaria e, posteriormente, ajudaria o outro a deixar o Brasil.

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De acordo com o relato, o contato com o suposto empregador aconteceu durante vários meses por meio de uma plataforma online de recrutamento. Ela afirma que o homem, que seria canadense e pai de crianças pequenas, procurava uma babá para trabalhar com a família em uma ilha pertencente ao território francês.

Ainda segundo Gisele, uma das exigências da plataforma era que os candidatos fossem solteiros e não tivessem filhos. Ela contou que, após chegar ao destino, revelou ao empregador que era casada e mãe de filhas. Conforme seu relato, o homem permaneceu em silêncio por alguns dias e, quando foi questionado sobre a mudança de comportamento, teria afirmado que ela não deveria ter omitido essas informações.

A partir desse momento, segundo a empresária, a situação passou a se agravar. Ela afirma que teve o celular, o passaporte e outros documentos pessoais retidos, ficando impossibilitada de retornar ao Brasil. No vídeo, Gisele também relata que sofreu agressões físicas e psicológicas durante o período em que permaneceu no local.

A empresária ainda afirma que, com o passar dos dias, passou a acreditar que o suposto empregador tinha intenções que iam além da relação profissional inicialmente proposta. Segundo ela, essa foi a compreensão que teve diante das atitudes e do comportamento do homem, o que aumentou ainda mais o medo e a sensação de vulnerabilidade vividos no exterior.

Em um dos momentos mais emocionantes do depoimento, Gisele revelou que enfrentou um profundo abalo emocional e afirmou ter ingerido mais de 180 comprimidos em uma tentativa de tirar a própria vida após tudo o que, segundo ela, aconteceu durante a viagem.

Ela também informou que recebeu ajuda de algumas pessoas enquanto estava no exterior e que continua buscando apoio para conseguir retornar ao Brasil e reencontrar a família.

Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação oficial das autoridades brasileiras ou francesas sobre as denúncias apresentadas pela empresária, nem confirmação independente dos fatos narrados por ela. O caso foi tornado público por meio do vídeo divulgado pela própria Gisele em seu perfil nas redes sociais, e o Portal Itapipoca acompanha a situação e atualizará esta matéria caso surjam novas informações oficiais.

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