Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, o mundo relembra os 25 anos dos atentados terroristas que atingiram os Estados Unidos e se transformaram em um dos acontecimentos mais marcantes do século 21. Em poucas horas, as imagens de Nova York tomadas por fumaça, fogo e destroços passaram a ser vistas repetidamente em televisores de todo o planeta.
Os ataques foram executados por integrantes da Al-Qaeda, que sequestraram quatro aviões comerciais. Dois deles foram lançados contra as torres do World Trade Center, em Nova York. Outro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, na Virgínia. O quarto avião caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia.
Ao todo, quase 3 mil pessoas morreram durante os atentados, que também deixaram milhares de feridos e produziram consequências que se estenderam por décadas.
Imagens que ficaram na memória
Para o professor Eugênio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a forma como o episódio foi acompanhado pela televisão contribuiu para transformar o 11 de Setembro em uma experiência coletiva de impacto mundial.
Naquele período, a internet ainda não tinha a presença e a velocidade que possui atualmente. Dessa forma, a televisão ocupou um papel central na transmissão dos acontecimentos. As imagens das torres em chamas e, posteriormente, dos edifícios desabando, foram exibidas inúmeras vezes ao longo daquele dia.
Segundo Bucci, a repetição das cenas alterou a percepção das pessoas sobre o próprio tempo e produziu uma espécie de trauma visual compartilhado.
A transmissão ao vivo fez com que acontecimentos ocorridos em poucos minutos fossem acompanhados durante horas por milhões de pessoas, criando uma experiência na qual os mesmos momentos pareciam se prolongar indefinidamente.
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O impacto de quem estava próximo
Entre as pessoas que vivenciaram diretamente aquele momento estava o empresário brasileiro Márcio Boruchowski. Na época, ele trabalhava em um prédio localizado nas proximidades do World Trade Center.
Em entrevista à TV Brasil, Boruchowski relatou que, além das imagens, o som provocado pelo desabamento das torres permaneceu como uma das lembranças mais fortes daquele dia.
Ele também contou ter presenciado pessoas tentando escapar dos prédios e relatou o choque provocado pela demora até o colapso das estruturas.
Poeira tóxica e meses de trabalho
Os impactos dos atentados não terminaram com o desabamento das torres. A destruição produziu uma enorme quantidade de destroços e levantou uma nuvem de poeira que atingiu trabalhadores, moradores e pessoas que estavam nas proximidades do local.
Estimativas apontam que aproximadamente 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica liberada após a destruição do complexo. A operação de remoção dos escombros retirou cerca de 1,8 milhão de toneladas de material e se prolongou por aproximadamente oito meses.
As consequências também foram sentidas durante anos por pessoas que participaram dos trabalhos de resgate e limpeza da região.
Julgamento de acusado de planejar os ataques
Um dos principais acusados de participar da elaboração do plano dos atentados é Khalid Sheikh Mohammed, apontado como um dos responsáveis pela organização da operação da Al-Qaeda.
Preso no Paquistão em 2003, Mohammed foi posteriormente transferido para a prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba, onde permanece desde 2006.
O processo também envolve outros três acusados: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
O julgamento em tribunal militar está previsto para junho de 2028, mais de duas décadas depois da prisão de Mohammed.
Morte de Osama Bin Laden
O principal líder da Al-Qaeda à época dos atentados, Osama Bin Laden, permaneceu foragido durante quase uma década.
Ele foi localizado no Paquistão e morto em maio de 2011 durante uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos. A ação ocorreu em um complexo na cidade de Abbottabad.
Mesmo 25 anos depois dos ataques, o 11 de Setembro continua sendo lembrado não apenas pelo número de vítimas, mas também pelas profundas transformações provocadas na segurança internacional, na política externa dos Estados Unidos e na forma como acontecimentos de grande impacto passaram a ser acompanhados pela população mundial.
Para uma geração inteira, a pergunta sobre onde cada pessoa estava quando soube dos ataques tornou-se parte da memória coletiva de um acontecimento que, em questão de horas, mudou o curso da história contemporânea.



