EUA planejam transmitir ao vivo execução de ex-major condenado pela morte de 13 soldados

Pete Hegseth afirma que a execução por fuzilamento de Nidal Hasan está prevista para 3 de dezembro; medida ainda pode enfrentar obstáculos judiciais.

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O governo dos Estados Unidos pretende transmitir ao vivo a execução do ex-major do Exército norte-americano Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 militares em 2009. A informação foi divulgada pela BBC nesta quinta-feira (8), após um funcionário do Departamento de Defesa confirmar que a transmissão está prevista para acompanhar o procedimento, anunciado para dezembro.

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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que a execução deverá ser pública e afirmou que a população poderá assistir ao procedimento. Segundo ele, a iniciativa busca demonstrar que crimes dessa gravidade têm consequências.

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Durante entrevista ao canal conservador Real America’s Voice, Hegseth afirmou que Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento. Ao ser questionado sobre eventuais pedidos finais do condenado ou uma possível tentativa de contato com o presidente Donald Trump, o secretário respondeu que não estava preocupado com essas questões e mencionou a data de 3 de dezembro para a execução.

Na segunda-feira (5), o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, informou que a recomendação para a execução partiu de Hegseth e recebeu a aprovação de Trump. A BBC procurou a Casa Branca para esclarecer se o presidente também apoia a transmissão ao vivo do procedimento.

Execução pode enfrentar obstáculos judiciais

Apesar do anúncio das autoridades, a realização da execução ainda depende de etapas legais. Segundo o advogado John Mills, que trabalha em casos de condenados à morte, não há precedentes de execuções públicas na era moderna dos Estados Unidos.

Mills afirmou que a proposta apresenta incertezas jurídicas e classificou a iniciativa como uma medida sem precedentes. Na avaliação do advogado, a transmissão ao vivo de uma execução por fuzilamento pode ter como objetivo atrair atenção pública, sem necessariamente contribuir para a aplicação da Justiça.

A legislação norte-americana exige autorização do presidente para a execução de militares condenados à morte. Além disso, o procedimento está sujeito a revisões judiciais antes de ser efetivado.

De acordo com Mills, o processo de recursos de Hasan ainda não foi concluído. O condenado poderá buscar a revisão de sua condenação e sentença em um tribunal federal, medida que poderá suspender a execução.

Diante da situação, o advogado afirmou que ficaria surpreso se a execução fosse realizada na data anunciada.

Ataque em base militar matou 13 pessoas

Nidal Hasan era psiquiatra do Exército dos Estados Unidos e nasceu no estado da Virgínia. Em 5 de novembro de 2009, ele realizou um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, que deixou 13 mortos e dezenas de feridos.

Os disparos ocorreram em um prédio médico movimentado, onde militares que se preparavam para viajar ao exterior aguardavam exames e vacinação. O episódio ficou marcado como um dos ataques mais letais contra uma instalação militar norte-americana em período sem combate.

Durante o julgamento, realizado em 2013, Hasan admitiu ter sido o autor dos disparos e pediu desculpas por eventuais erros. Na ocasião, afirmou que acreditava estar protegendo muçulmanos e o Talibã no Afeganistão.

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A possibilidade de transmitir a execução ao vivo acrescentou uma nova controvérsia ao caso. Embora o governo tenha anunciado a data prevista para o procedimento, o andamento dos recursos judiciais poderá determinar se a pena será efetivamente aplicada em dezembro.

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