Trump ameaça tarifar em 10% produtos de países alinhados ao Brics durante cúpula no Rio

Presidente dos EUA critica grupo de 11 nações por “políticas antiamericanas”, enquanto Brics reage defendendo comércio justo e multilateral.

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Durante a reunião de cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que imporá tarifas extras de 10% sobre produtos de países que se alinhem ao grupo, formado atualmente por 11 nações, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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A declaração foi feita neste domingo (6) por meio de uma publicação na rede social Truth Social. “Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

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Em resposta, os líderes do Brics divulgaram, também no domingo, a tradicional declaração conjunta, na qual criticaram práticas protecionistas no comércio global e reiteraram o compromisso com um sistema baseado em regras. “Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, afirma o documento.

Trump, que reassumiu a presidência em janeiro deste ano, já havia elevado tarifas sobre produtos importados logo no início do mandato, decisão que provocou críticas e reações de vários países.

Além do núcleo fundador do Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, integram atualmente o bloco Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Egito e Etiópia. O grupo também conta com dez países parceiros: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

A cúpula do Brics no Rio de Janeiro segue até esta segunda-feira (7) e deve tratar, entre outros temas, do fortalecimento das relações econômicas entre os países-membros e da ampliação da influência do grupo no cenário internacional.

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