Um naufrágio no litoral do Djibuti, nas proximidades do Golfo de Áden, deixou pelo menos 139 imigrantes mortos, incluindo ao menos 15 crianças. A embarcação transportava 305 pessoas que tentavam chegar ao Iêmen, no Oriente Médio. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), 82 pessoas sobreviveram ao acidente.
A tragédia ocorreu entre a noite de 8 de outubro e a madrugada do dia 9, conforme informações divulgadas pela agência no domingo (11). As autoridades locais seguem mobilizadas nas operações de busca e resgate, enquanto os sobreviventes recebem assistência médica.
Travessia era motivada pela busca por oportunidades
Os imigrantes partiram do Djibuti com destino ao Iêmen, na esperança de posteriormente alcançar países mais ricos do Golfo Pérsico, onde muitos procuram emprego e melhores condições de vida.
A travessia acontece em uma região marcada por rotas migratórias perigosas e pela instabilidade política. Embora o Iêmen seja um dos destinos utilizados por pessoas que tentam chegar a outros países do Oriente Médio, o próprio território iemenita enfrenta um prolongado conflito armado.
A violência envolve forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e os rebeldes houthis, que recebem apoio do Irã.
Em comunicado, a OIM alertou que, mesmo diante dos confrontos e dos riscos existentes no Iêmen, os imigrantes continuam realizando essas viagens na esperança de alcançar oportunidades econômicas nos países do Golfo.
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Imagens mostram objetos pessoais na praia
Fotografias divulgadas pela organização internacional registraram sandálias e tênis desgastados espalhados pela faixa de areia, levados pela maré após o naufrágio.
As imagens evidenciam os vestígios deixados pelo acidente, que vitimou dezenas de pessoas durante uma travessia marítima considerada perigosa.
De acordo com Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM no Djibuti, equipes da organização estão no local, trabalhando em conjunto com as autoridades para prestar atendimento emergencial aos sobreviventes.
O representante destacou que a ocorrência serve de alerta para os riscos enfrentados por quem percorre essa rota migratória em busca de melhores perspectivas econômicas.
Buscas e atendimento continuam
As autoridades do Djibuti mantêm as operações de busca e resgate para verificar a possibilidade de encontrar outras vítimas ou sobreviventes. Os imigrantes resgatados estão recebendo assistência médica, enquanto os procedimentos para o sepultamento dos mortos também estão sendo providenciados.
Até a divulgação das informações, representantes dos governos do Djibuti e da vizinha Etiópia não haviam apresentado declarações públicas sobre o caso, segundo o relato divulgado.
O naufrágio reforça a preocupação internacional com as condições das travessias migratórias no Chifre da África e nas proximidades do Golfo de Áden. Apesar dos perigos, muitas pessoas continuam enfrentando trajetos marítimos arriscados na tentativa de encontrar trabalho, segurança e melhores condições de vida em outros países.



