A festa pelo acesso do Itapipoca Esporte Clube à elite do futebol cearense foi marcada por um episódio de racismo registrado nas arquibancadas do Estádio Perilo Teixeira, durante a partida contra o Crato, realizada neste domingo (31), em Itapipoca.
De acordo com relato do professor Régis Alves Pires, ele foi alvo de ofensas racistas enquanto acompanhava o confronto ao lado da filha, que presenciou toda a situação. O caso ocorreu durante a semifinal do Campeonato Cearense Série B, que terminou com a vitória do Itapipoca por 2 a 0 e a consequente classificação da equipe para a final da competição.
Segundo Régis, após o ocorrido, ele procurou o delegado da partida, representante da Federação Cearense de Futebol (FCF), para relatar o episódio. Em seguida, foi orientado a procurar o comandante da Polícia Militar responsável pelo policiamento do evento.
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Ainda conforme o relato, equipes policiais foram acionadas para identificar o suspeito apontado como autor das ofensas. Após ser localizado, ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis.
Na unidade policial, foi registrado um boletim de ocorrência e realizado o procedimento legal referente ao caso. Conforme informado por Régis, o suspeito permaneceu detido. A legislação brasileira prevê o crime de racismo como imprescritível e inafiançável.
Em manifestação publicada nas redes sociais, o professor destacou a importância de denunciar casos de discriminação e reforçou que atitudes racistas não podem ser tratadas como brincadeira ou minimizadas pela sociedade.
O episódio ocorre justamente em um dia de celebração para o futebol itapipoquense, mas também serve de alerta para a necessidade de combater práticas discriminatórias dentro e fora dos estádios.
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do caso.



