Ministério da Saúde inclui novo tratamento para fibrose cística no SUS

Terapia tripla elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor será disponibilizada em até 180 dias, eliminando a judicialização e beneficiando cerca de 1,7 mil pessoas.

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O Ministério da Saúde anunciou uma importante conquista no combate à fibrose cística no Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística. A ministra Nísia Trindade assinou uma portaria que incluirá a terapia tripla elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor no Sistema Único de Saúde (SUS), trazendo esperança e melhor qualidade de vida para pacientes que sofrem com essa doença genética debilitante.

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A decisão foi embasada em uma recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e estabelece um prazo de até 180 dias para que o medicamento seja disponibilizado após a publicação da portaria no Diário Oficial da União.

A terapia tripla elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor promete revolucionar o tratamento da fibrose cística, trazendo benefícios significativos para os pacientes. Entre os principais ganhos estão a melhora da função pulmonar e do estado nutricional, o que, por consequência, reduzirá as internações hospitalares e retirará os pacientes da fila de transplantes.

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O tratamento será indicado para pacientes com seis anos de idade ou mais que tenham pelo menos uma mutação F508del no gene CFTR, que é a mutação mais comum entre aqueles que vivem com a fibrose cística. Atualmente, o Registro Brasileiro de Fibrose Cística estima que cerca de 1,7 mil pessoas sejam elegíveis para receber esse tratamento inovador.

Uma das maiores vantagens dessa decisão é a eliminação da necessidade de judicialização para a obtenção do medicamento, uma vez que o Ministério da Saúde conseguiu um valor compatível para a compra. Isso representa um avanço significativo na garantia do direito à saúde e ao tratamento adequado para os pacientes com fibrose cística.

A fibrose cística é uma doença genética grave que se caracteriza pelo excesso de produção de muco espesso nos pulmões, levando a inflamações frequentes das vias respiratórias e infecções pulmonares, além de comprometer progressivamente a função pulmonar. Essa condição também pode afetar a função do pâncreas e outros órgãos do trato digestivo.

O novo tratamento age de forma a normalizar a produção e eliminação do muco das vias respiratórias, reduzindo a inflamação, melhorando a função pulmonar e diminuindo as exacerbações e infecções recorrentes, proporcionando uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.

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