Ministério da Saúde amplia capacitação para implante contraceptivo no SUS

Nova etapa prevê qualificação de 11 mil profissionais e amplia acesso ao Implanon na rede pública.

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O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de capacitação de profissionais para a oferta do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca ampliar o acesso ao método, especialmente em municípios de menor porte.

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Nesta etapa, a previsão é qualificar cerca de 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros. Ao todo, serão realizados 32 treinamentos presenciais, com prioridade para cidades com até 50 mil habitantes.

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As oficinas combinam atividades teóricas e práticas, com o uso de simuladores anatômicos para o aprendizado dos procedimentos. A carga horária foi definida em 12 horas para enfermeiros e seis horas para médicos. Os encontros também promovem diálogo com gestores estaduais e municipais, com o objetivo de facilitar a implementação do método nas redes locais de saúde.

De acordo com o ministério, a formação prepara os profissionais para a inserção, retirada e acompanhamento do implante, incluindo o manejo de possíveis intercorrências. A capacitação também aborda temas de saúde sexual e reprodutiva, como direitos reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e acolhimento de casos de violência na atenção primária.

Distribuição ampliada

Em 2025, foram distribuídas 500 mil unidades do implante aos estados, com prioridade para municípios com maior população e em situação de vulnerabilidade social. Para 2026, a previsão é de envio de 1,3 milhão de unidades, das quais 290 mil já foram entregues.

Na rede privada, o custo do Implanon pode chegar a R$ 4 mil, o que reforça a importância da oferta gratuita pelo SUS como estratégia para ampliar o acesso ao método contraceptivo.

Método eficaz e de longa duração

O implante subdérmico é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis, com duração de até três anos. Após esse período, o dispositivo deve ser retirado, podendo ser substituído imediatamente, caso haja interesse da paciente. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.

O Implanon passa a integrar o conjunto de métodos já oferecidos gratuitamente pelo SUS, como preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílula de emergência, laqueadura e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos também garantem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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