SUS amplia tratamentos e passa a oferecer transplante de membrana amniótica para pacientes com diabetes e doenças oculares

Nova tecnologia, aprovada pela Conitec, promete acelerar cicatrização e beneficiar mais de 860 mil brasileiros por ano.

Portal Itapipoca Portal Itapipoca
2 minuto(s) de leitura
- PUBLICIDADE -

O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS): o transplante de membrana amniótica. A medida, que amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública, foi adotada após recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

De acordo com a pasta, o procedimento passa a ser indicado para o tratamento de feridas crônicas, complicações do pé diabético e diferentes tipos de alterações oculares. A expectativa do governo federal é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente com a nova abordagem.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

A membrana amniótica é um tecido obtido durante o parto e amplamente utilizado na medicina regenerativa. Suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes contribuem para a recuperação de tecidos lesionados, reduzindo complicações e acelerando o processo de cura.

No caso do pé diabético — uma das complicações mais graves do diabetes —, estudos apontam que o uso da membrana pode dobrar a velocidade de cicatrização das feridas em comparação aos curativos tradicionais. No SUS, esse tipo de material já vinha sendo utilizado desde 2025 no tratamento de pacientes com queimaduras extensas.

A tecnologia também apresenta resultados relevantes na área oftalmológica. Em casos que envolvem pálpebras, glândulas lacrimais e cílios, o uso da membrana auxilia na regeneração dos tecidos, reduz a dor e melhora a recuperação da superfície ocular.

Segundo o Ministério da Saúde, o curativo biológico ainda contribui para diminuir o risco de novas lesões e pode melhorar a qualidade da visão dos pacientes. A técnica é considerada especialmente eficaz em quadros mais complexos ou resistentes aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea.

Com a incorporação, o SUS reforça a oferta de terapias avançadas e amplia o acesso da população a tratamentos inovadores, sobretudo para condições que exigem cuidados contínuos e de alta complexidade.

Compartilhe
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Advertisement -