Itapipoca projeta novo polo empresarial com foco multissetorial e negociações para data center

Complexo de 127 hectares deve iniciar obras no segundo semestre e aposta em indústria, tecnologia, logística e vocações locais para impulsionar a economia regional.

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O município de Itapipoca se prepara para dar um novo passo no desenvolvimento econômico com a implantação de um polo empresarial de grande porte, cuja construção está prevista para começar no segundo semestre deste ano. O projeto ocupará uma área de aproximadamente 127 hectares e será executado de forma faseada, acompanhando a atração gradual de empresas e investimentos.

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A administração do empreendimento ficará sob responsabilidade do Instituto Orbitar, entidade que já atua na gestão de polos industriais no Ceará, como o Polo Químico de Guaiúba e o Polo Industrial de Maranguape. Segundo o presidente do instituto, Marcos Soares, o interesse de investidores externos já se materializa em negociações avançadas. “Há empresas dispostas a assinar protocolos de intenções para se instalar no local”, afirmou.

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Entre as tratativas em curso, uma chama atenção pelo perfil estratégico: a possível instalação de um data center. De acordo com Soares, uma empresa do setor tecnológico demonstrou interesse em implantar uma unidade no polo, embora as negociações ainda ocorram sob confidencialidade. “Eles não autorizam a divulgação do nome neste momento”, explicou.

A expectativa é que o projeto executivo do Polo Empresarial de Itapipoca — etapa fundamental para a estimativa do volume total de investimentos — seja finalizado após o período do Carnaval. O complexo ficará localizado a cerca de 19 quilômetros do centro urbano, às margens da CE-168, com acesso facilitado às rodovias CE-085 e CE-346, reforçando seu caráter logístico.

Perfil diversificado e incentivos por segmento

Embora a possibilidade de um data center esteja no radar, o polo foi concebido para abrigar empresas de múltiplos setores, incluindo indústria, comércio, agronegócio e serviços. Segundo Marcos Soares, cadeias produtivas tradicionais da região também terão espaço garantido, como a do coco e a indústria calçadista — segmento no qual Itapipoca já se destaca como o segundo maior exportador do Ceará.

Para atrair empreendimentos desses diferentes ramos, estão previstos incentivos específicos, ajustados às necessidades de cada atividade econômica. A Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) informou que a apresentação oficial do projeto está prevista, mas ainda sem data definida.

O cronograma preliminar indica três marcos principais: a liberação final do projeto arquitetônico em março de 2026; o início das obras de infraestrutura em agosto do mesmo ano; e, no começo de 2027, a chegada das primeiras empresas ao complexo. A iniciativa também deverá ser apresentada à Federação das Indústrias do Estado do Ceará, à Fecomércio Ceará e à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, além de passar por reuniões técnicas com a Enel, visando garantir o fornecimento energético compatível com a demanda industrial projetada.

Estrutura planejada e vantagens logísticas

Concebido como um complexo multimodal, o Polo Empresarial de Itapipoca terá infraestrutura preparada para operações de grande porte. O projeto arquitetônico prevê lotes padrão de 5 mil metros quadrados, com possibilidade de expansão conforme a necessidade dos investidores.

Do total de 1.271.283,24 metros quadrados, cerca de 63,74% serão destinados a áreas loteáveis, distribuídas em 161 lotes. O restante do espaço será dividido entre áreas verdes (15,94%), áreas institucionais (4,15%) e sistema viário interno (16,18%). As empresas contarão com energia elétrica, redes de água tratada e bruta, esgotamento sanitário e sistemas de telecomunicações — infraestrutura considerada essencial, sobretudo para empreendimentos de base tecnológica.

Entre os diferenciais logísticos, o polo terá heliponto próprio e proximidade com a Ferrovia Transnordestina Logística, que liga Fortaleza a São Luís (MA). A localização também favorece o acesso a importantes centros e modais: o Porto do Pecém está a cerca de 100 quilômetros; Fortaleza, a 147 quilômetros; o Aeroporto Internacional Pinto Martins, a 154 quilômetros; e Sobral, a 115 quilômetros.

Apesar do interesse inicial partir de empresas de outros municípios e estados, o Instituto Orbitar ressalta que negócios locais de Itapipoca que desejem expandir suas operações também poderão se instalar no novo polo.

Indústria calçadista lidera estratégia inicial

Do ponto de vista da vocação econômica, o setor calçadista surge como prioridade na fase inicial de atração de investimentos. Em nota, a Prefeitura de Itapipoca informou que estudos técnicos apontam a atividade como uma das principais forças produtivas locais, apoiada pela existência de mão de obra qualificada, experiência acumulada e potencial de integração de toda a cadeia associada — de fornecedores a serviços especializados e logística.

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Segundo o município, a estratégia prioriza setores com maior capacidade de geração de empregos, rápida implantação e efeito multiplicador na economia local, incluindo também logística, serviços industriais, centros de distribuição, alimentos e atividades ligadas à tecnologia. Sobre a possível instalação de um data center, a gestão municipal avalia que Itapipoca reúne atributos relevantes, como localização estratégica, disponibilidade de áreas adequadas e potencial energético, o que permite manter diálogo constante com investidores e aprofundar estudos técnicos de viabilidade para esse tipo de empreendimento.

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