Tragédia aérea na Colômbia: queda de avião militar durante decolagem deixa 66 mortos e dezenas de feridos

Aeronave transportava 128 pessoas; sobreviventes foram socorridos por moradores e levados a hospitais em meio a dificuldades de acesso.

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Um grave acidente aéreo registrado na segunda-feira (23) provocou comoção na Colômbia após a queda de um avião militar durante a decolagem, resultando na morte de 66 pessoas. Equipes de resgate continuam mobilizadas na região em busca de quatro desaparecidos, enquanto dezenas de sobreviventes foram encaminhados para unidades de saúde.

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A aeronave envolvida na tragédia é um modelo Lockheed C-130 Hercules, fabricado pela Lockheed Martin. O avião transportava 128 ocupantes, entre eles 11 integrantes da Força Aérea, 115 militares do Exército e dois policiais, conforme informações do comandante das Forças Armadas colombianas, Hugo Alejandro López.

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O número de mortos divulgado pelas autoridades quase dobrou em relação ao balanço inicial, à medida que os trabalhos de resgate avançaram na área do desastre.

O acidente ocorreu nas proximidades de Puerto Leguízamo, região de fronteira com o Peru, segundo informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. De acordo com relatos preliminares, a aeronave teria sofrido um impacto ainda no fim da pista durante a decolagem. Uma das asas atingiu uma árvore antes da queda.

Com o impacto, o avião pegou fogo e houve uma explosão, possivelmente causada por algum dispositivo a bordo, conforme relato de equipes de emergência.

Moradores da região, considerada de difícil acesso, foram os primeiros a prestar socorro às vítimas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram civis transportando militares feridos em motocicletas por estradas de terra. Posteriormente, veículos militares chegaram ao local para reforçar o resgate, que segue enfrentando obstáculos logísticos.

Segundo as autoridades, ao menos 57 sobreviventes foram hospitalizados, sendo que cerca de 30 estão em estado estável em uma unidade médica militar.

Pressão por modernização das Forças Armadas

A tragédia reacendeu o debate sobre a modernização das Forças Armadas colombianas. Em manifestação pública, o presidente Gustavo Petro criticou entraves burocráticos que, segundo ele, têm atrasado melhorias na estrutura militar do país.

O chefe de Estado afirmou que não aceitará novos atrasos e ressaltou que vidas estão em risco, cobrando maior eficiência de gestores civis e militares.

A Lockheed Martin também se pronunciou, lamentando o ocorrido e colocando-se à disposição para colaborar nas investigações.

Candidatos à eleição presidencial colombiana, prevista para o fim de maio, manifestaram solidariedade às famílias das vítimas e defenderam uma apuração rigorosa das causas do acidente.

O comandante das Forças Armadas reforçou o compromisso de conduzir as investigações com responsabilidade e transparência.

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Histórico da aeronave

O modelo Hércules C-130 é utilizado desde a década de 1950 em operações militares e logísticas em diversos países. A Colômbia opera essas aeronaves desde o final dos anos 1960 e, nos últimos anos, passou por processos de modernização com apoio dos Estados Unidos.

Os detalhes específicos da aeronave acidentada ainda não foram totalmente divulgados.

O episódio ocorre poucas semanas após outro acidente envolvendo um avião do mesmo modelo na Bolívia, que deixou mortos e feridos, reacendendo preocupações sobre a segurança operacional desse tipo de aeronave na região.

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