Bolsa Família terá reajuste de 15% e benefício mínimo passará a R$ 691

Novo valor começa a ser aplicado na folha de outubro; benefício médio também será elevado, de R$ 675 para R$ 777.

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo pago às famílias inscritas no programa passará de R$ 600 para R$ 691. O valor médio recebido pelos beneficiários também será elevado, de R$ 675 para R$ 777. A nova quantia será aplicada a partir da folha de pagamentos de outubro.

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O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O reajuste ocorre após o programa permanecer sem correção desde seu relançamento, em março de 2023.

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Segundo o governo, a atualização representa uma recomposição da inflação acumulada desde o início de 2023. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a medida foi estruturada dentro do espaço fiscal disponível e das regras orçamentárias.

Além do valor mínimo, o Bolsa Família possui benefícios adicionais destinados a determinados grupos, como famílias com crianças pequenas e gestantes. Por isso, o valor efetivamente recebido varia de acordo com a composição e as características de cada família.

Impacto nas contas públicas

A atualização terá impacto estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e em aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027, segundo informações apresentadas pelo governo.

Com a mudança, a previsão de despesas com o Bolsa Família para 2027 também será alterada. A proposta orçamentária encaminhada anteriormente ao Congresso reservava R$ 157,1 bilhões para o programa. Após o reajuste, a estimativa deverá chegar a cerca de R$ 179 bilhões.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que o Bolsa Família atende atualmente 19,29 milhões de famílias. Em setembro, antes da aplicação do novo reajuste, o benefício médio está em R$ 678,18.

Histórico do valor mínimo

O piso de R$ 600 foi estabelecido em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, no período em que o então Auxílio Brasil substituía o Auxílio Emergencial criado durante a pandemia de Covid-19.

Após assumir a Presidência, Lula retomou o nome Bolsa Família em 2023 e manteve o valor mínimo de R$ 600. Desde então, não havia ocorrido uma atualização geral do piso. A proposta de Orçamento enviada ao Congresso no fim de agosto, inclusive, previa inicialmente a manutenção dos R$ 600 para 2027.

O reajuste anunciado nesta quinta-feira altera essa previsão e eleva o valor mínimo mensal para R$ 691 a partir dos pagamentos de outubro.

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