Chuvas intensas provocam 23 mortes e decretos de calamidade em cidades de Minas Gerais

Temporais causam enchentes, desabamentos e deixam centenas de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá; prefeituras adotam medidas emergenciais.

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As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais nos últimos dias já resultaram na morte de 23 pessoas, segundo balanços oficiais divulgados pelas autoridades locais. As cidades mais afetadas até o momento são Juiz de Fora, onde foram confirmadas 16 mortes, e Ubá, que contabiliza sete óbitos em decorrência dos temporais.

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Ubá decreta calamidade após enchente histórica

Na Zona da Mata mineira, Ubá enfrenta um cenário de ampla destruição após chuvas intensas registradas entre a segunda-feira (23) e a terça-feira (24). De acordo com a Defesa Civil de Ubá, o município acumulou cerca de 170 milímetros de chuva em apenas três horas, volume considerado extremo e responsável pela maior inundação dos últimos anos.

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O Rio Ubá atingiu a marca de 7,82 metros, transbordou e alagou diversas áreas urbanas, provocando enchentes, enxurradas e desabamentos. Diante da gravidade da situação, foi instalado um plano de contingência, com a criação de uma sala de crise que opera na sede da Guarda Civil Municipal.

O Decreto de Calamidade Pública foi assinado pelo prefeito José Damato Neto e entrou em vigor nesta terça-feira (24). A medida busca agilizar ações emergenciais, reforçar a articulação entre órgãos públicos e viabilizar pedidos de apoio aos governos estadual e federal.

A prefeitura também informou que um ponto de acolhimento e coleta de donativos foi montado na Secretaria de Desenvolvimento Social, no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário, para atender famílias que ficaram desabrigadas.

Juiz de Fora soma mortes, soterramentos e bairros isolados

Em Juiz de Fora, os temporais também causaram danos severos. A prefeitura decretou estado de calamidade pública após a confirmação de 16 mortes relacionadas às chuvas. Como medida preventiva, as aulas da rede municipal de ensino foram suspensas para garantir a segurança de estudantes e profissionais da educação.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, as equipes seguem mobilizadas em operações de busca por possíveis desaparecidos, além de atuar no apoio às áreas atingidas. O município registrou ao menos 20 ocorrências de soterramento, cerca de 440 pessoas desabrigadas e vários bairros que ficaram completamente isolados devido aos alagamentos.

As autoridades estaduais e municipais seguem monitorando a situação, enquanto alertam a população para o risco de novas chuvas e orientam que moradores de áreas vulneráveis busquem locais seguros.

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