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Rede de descanso terapêutica ajuda na recuperação de bebês prematuros internados no HGCC

Método oferece cuidado que incentiva a posição flexora do recém-nascido, com fortalecimento do tônus, da elasticidade e resistência.

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A rede de descanso terapêutica ajuda na recuperação dos bebês prematuros internados no HGCC. O método de humanização tem a intenção de recriar o útero materno. O Centro de Neonatologia do Hospital Geral Dr. César Calhs (HGCC), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), adota a técnica para prematuros que apesentam as condições clínicas para a terapia.

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“Ver a minha filha na rede foi a sensação aqui na minha casa. Todo mundo da família adorou. Achou a coisa mais linda”, diz Merivânia Fernandes Alves, de 38 anos, mãe da pequena Maria Cecília, que está internada na UTI Neonatal para ganhar peso. Ela conta que, quando recebeu as imagens da filha na rede, ficou feliz em saber que a recém-nascida está bem e relaxando.

Maria Cecília nasceu em 14 de fevereiro com prematura extrema, com 27 semanas. A mãe, moradora de Beberibe, na Grande Fortaleza, foi transferida para o HGCC por causa das complicações do parto. Agora, em casa, ela aguarda a total recuperação da filha. Nesse período, Merivânia recebe diariamente informações e imagens, com as fotos da pequena na rede terapêutica. “A enfermeira disse que ela estava só chorando, e quando a coloraram na redinha ela se acalmou a noite toda”, comemora.

Além da tecnologia avançada

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O cuidado com o bebê vai além da alta tecnologia de incubadora e respiradores, medicamentos e procedimentos médicos. Passa também pela Fisioterapia, que concentra vários procedimentos e técnicas para favorecer a recuperação dos prematuros. Uma delas é a rede terapêutica. “A Fisioterapia tem um olhar voltado para o melhor conforto respiratório dos prematuros e do adequado desenvolvimento neuropsicomotor”, explica a fisioterapeuta Pollyana Azevedo.

O método oferece um cuidado que incentiva a posição flexora da criança, com fortalecimento do tônus, da elasticidade e resistência. Também proporciona  mais aconchego, estabilidade, alinhamento postural, redução de gasto energético e estresse comportamental. Além disso, melhora a função respiratória e provoca estímulos sensoriais.

Para que o bebê possa utilizar a rede, uma série de critérios são observados, como estar clinicamente estável, ter peso entre 1kg e 2 kg e, ainda, demonstrar sentir-se confortável durante o uso da terapia. “A gente avalia junto à equipe se o bebê tem o perfil de indicação para utilização da rede. Depois, é iniciado o uso, de acordo com a tolerância do recém-nascido, a partir dos sinais comportamentais e clínicos”, argumenta a fisioterapeuta.

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