Pessoas com deficiência e ensino superior completo enfrentam dificuldades no mercado de trabalho, aponta pesquisa do IBGE

Apenas metade dos indivíduos com deficiência e formação superior estão ocupados, enquanto taxa para pessoas sem deficiência chega a 80,8%, revela estudo.

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Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda é um desafio, especialmente para aqueles que possuem ensino superior completo. De acordo com o estudo, apenas 51,2% das pessoas com deficiência que concluíram o ensino superior estão atualmente empregadas, contrastando com os 80,8% daqueles sem deficiência na mesma condição educacional.

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Os dados foram obtidos por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Pessoas com Deficiência 2022, realizada no terceiro trimestre do ano anterior. A pesquisa revelou que mesmo as pessoas sem deficiência com ensino superior incompleto têm mais oportunidades de emprego do que aquelas com deficiência e formação completa.

Entre as pessoas com deficiência, a taxa de ocupação é de 42,4% para aqueles com ensino superior incompleto e apenas 33,6% para aqueles com ensino médio incompleto. A pesquisadora do IBGE, Maira Bonna Lenzi, ressalta que, mesmo diante de todas as limitações, muitas pessoas com deficiência conseguem concluir o ensino superior, mas isso não é suficiente para garantir sua inserção no mercado de trabalho.

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O estudo também revelou que o nível de ocupação geral entre as pessoas com deficiência é de apenas 26,6%, em comparação com os 60,7% registrados entre os indivíduos sem deficiência. Esse cenário se agrava ainda mais para as mulheres com deficiência, cuja taxa de ocupação é de apenas 22,4%, enquanto a ocupação das mulheres sem deficiência fica abaixo da média nacional, atingindo 50,8%.

Além disso, a pesquisa mostrou que a informalidade é uma realidade predominante entre as pessoas com deficiência. Cerca de 36,5% dos indivíduos com deficiência são trabalhadores por conta própria, enquanto entre aqueles sem deficiência esse número é de 25,4%. A pesquisadora Luciana Alves dos Santos destaca que muitas pessoas com deficiência buscam o trabalho por conta própria como uma alternativa para obter renda, uma vez que enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho formalizado.

A taxa de informalidade, que considera trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas, é de 55% entre aqueles com deficiência, enquanto entre os sem deficiência, a taxa é de 38,7%. A informalidade engloba não apenas o trabalho por conta própria sem CNPJ, mas também trabalhadores do setor privado e domésticos sem carteira assinada, trabalhadores familiares auxiliares e empregadores sem CNPJ.

Diante desses dados alarmantes, torna-se evidente a necessidade de políticas públicas e iniciativas que promovam a inclusão efetiva das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, garantindo oportunidades iguais e a valorização de suas habilidades e capacidades. A criação de ambientes inclusivos e a conscientização das empresas sobre a importância da diversidade são passos fundamentais para combater essa desigualdade e promover a inclusão social.

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