Uma grande operação das forças de segurança do México terminou, neste domingo (22), com a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, apontado como líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). A informação foi divulgada por veículos da imprensa mexicana, embora, até o momento, não haja confirmação oficial por parte do governo federal.
Considerado um dos narcotraficantes mais perigosos e influentes do país, Oseguera estava na lista dos mais procurados tanto pelo México quanto pelos Estados Unidos, que ofereciam uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura. A possível morte do chefe do CJNG representa um dos golpes mais significativos contra o narcotráfico desde a prisão de líderes históricos do Cartel de Sinaloa, como Joaquín Guzmán, o El Chapo, e Ismael Zambada, o Mayo, ambos detidos nos Estados Unidos.
A morte de El Mencho foi noticiada por jornais de grande circulação, como El Universal e Reforma, além da emissora Televisa.
Horas antes da divulgação da informação, o estado de Jalisco, no oeste do país, registrou uma série de bloqueios em rodovias e vias urbanas. Homens armados incendiaram veículos e caminhões em reação a uma ofensiva das forças federais. As ações também se espalharam para o estado vizinho de Michoacán, região onde o CJNG mantém forte atuação.
Fundado em 2009, o cartel liderado por Oseguera se consolidou como uma das organizações criminosas mais violentas do México, segundo relatórios do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O grupo é acusado de tráfico internacional de cocaína, heroína, metanfetamina e fentanil, além de ser classificado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista.
Enquanto autoridades mexicanas ainda não confirmam oficialmente a morte do líder criminoso, o episódio já provoca forte repercussão no país e pode marcar uma nova fase no combate ao narcotráfico na região.



