O Irã intensificou as ações militares no Oriente Médio ao atingir instalações de energia no Catar e lançar ataques contra a Arábia Saudita, ampliando a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel. As ofensivas, registradas nesta quarta-feira (18), colocaram em risco a segurança energética global e provocaram forte reação nos mercados internacionais.
Um dos principais alvos foi a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, considerada um dos maiores centros de produção e exportação de gás natural liquefeito do mundo. A estatal QatarEnergy informou que o ataque causou danos significativos à infraestrutura energética da região.
Na Arábia Saudita, autoridades afirmaram ter interceptado quatro mísseis balísticos direcionados à capital Riad, além de impedir um ataque com drones contra uma instalação de gás no leste do país. As ações reforçam o alcance da ofensiva iraniana, que prometeu atingir estruturas estratégicas de petróleo e gás em toda a região do Golfo.
A escalada ocorre após o campo de gás Pars, no território iraniano, ter sido atingido em meio ao conflito. Considerado parte do maior depósito de gás natural do mundo, o local é compartilhado com o Catar e tem papel fundamental no abastecimento global de energia.
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Com o aumento das tensões, o preço do petróleo disparou. O barril do tipo Brent ultrapassou os US$ 108, acumulando alta significativa, enquanto bolsas de valores registraram quedas diante da instabilidade geopolítica. Nos Estados Unidos, o preço do diesel já supera US$ 5 por galão, refletindo os impactos diretos da crise.
Além dos ataques já realizados, o governo iraniano divulgou uma lista de possíveis alvos considerados “legítimos”, incluindo refinarias e complexos petroquímicos na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Teerã também alertou para a necessidade de evacuação dessas áreas, indicando risco de novos bombardeios.
Outro fator que agrava o cenário é o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás natural liquefeito. A medida eleva ainda mais as preocupações com o abastecimento mundial e com possíveis impactos duradouros na economia global.
Enquanto isso, os confrontos seguem em múltiplas frentes. Israel realizou novos ataques aéreos no Líbano e intensificou operações contra alvos ligados ao governo iraniano. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra cidades israelenses e bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio.
Diante do agravamento da crise, lideranças internacionais reforçam apelos por uma solução diplomática. A União Europeia destacou a importância de garantir a segurança nas rotas marítimas e evitar um colapso no fornecimento de energia, enquanto o risco de um conflito de maiores proporções cresce na região.



