Operação flagra desmatamento e coloca Itapipoca entre áreas investigadas no Ceará

Ação ambiental identifica irregularidades, aplica multas milionárias e embarga áreas em diversos municípios do estado.

Portal Itapipoca Portal Itapipoca
4 minuto(s) de leitura
- PUBLICIDADE -

O município de Itapipoca está entre as cidades cearenses incluídas na Operação “Caatinga Resiste”, que identificou desmatamento ilegal e outras infrações ambientais em diferentes regiões do estado. A ação ocorreu entre os dias 9 e 19 de março e colocou o Ceará como o segundo estado com maior área fiscalizada no país.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público do Ceará, a operação contou com o apoio da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

Embora os dados sejam consolidados em nível estadual, Itapipoca aparece na lista dos 16 municípios onde equipes estiveram em campo para apurar alertas de desmatamento. No Ceará, foram identificados 2.062,54 hectares de áreas desmatadas ilegalmente, sendo que 1.992,69 hectares já foram embargados pelas autoridades ambientais.

A fiscalização também resultou na emissão de 35 autos de infração. As multas aplicadas ultrapassam R$ 2,3 milhões, com valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 285 mil, dependendo da gravidade das irregularidades encontradas.

Entre as principais infrações estão a supressão de vegetação nativa sem autorização, inconsistências em registros ambientais, uso irregular do fogo e exploração ilegal de madeira. O Ministério Público informou que irá adotar medidas judiciais e extrajudiciais para interromper os danos, promover a recuperação das áreas afetadas e responsabilizar os envolvidos, inclusive pelos impactos ambientais e climáticos.

Segundo o coordenador do Gaema, promotor de Justiça Marcus Amorim, a operação reforça a urgência de preservar a Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro e predominante no Ceará. Ele destacou que o desmatamento ilegal traz consequências diretas para o meio ambiente e também para as comunidades locais, que ficam mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Outras cidades também foram fiscalizadas

Além de Itapipoca, a operação foi realizada em outros 15 municípios cearenses: Aurora, Barro, Beberibe, Bela Cruz, Brejo Santo, Cedro, Crateús, Iracema, Mauriti, Missão Velha, Mombaça, Quixeramobim, Senador Pompeu, São Gonçalo do Amarante e Umari.

As áreas investigadas foram identificadas previamente por meio de monitoramento remoto via satélite, com base em dados de plataformas como o MapBiomas e sistemas oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor).

Operação teve alcance nacional

A “Caatinga Resiste” foi realizada simultaneamente em nove estados do semiárido brasileiro, incluindo Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

No total, a operação analisou 324 alertas de desmatamento, resultando no embargo de mais de 6,6 mil hectares e na aplicação de quase R$ 27 milhões em multas, atingindo cerca de 295 propriedades rurais.

Além do desmatamento ilegal, também foram registradas outras infrações ambientais, como apreensão de animais silvestres, extração irregular de areia e minério e uso indevido do fogo.

Apesar de uma leve redução no desmatamento da Caatinga no último ano, especialistas alertam que a pressão sobre o bioma ainda é alta. O cenário reforça a importância de ações contínuas de fiscalização para conter a degradação e preservar um dos ecossistemas mais importantes do Brasil.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -
Compartilhe
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Advertisement -