A Escola de Ensino Médio Joaquim Magalhães divulgou um comunicado à comunidade escolar informando a adoção de medidas preventivas após a morte da estudante Beatriz Pires de Sousa, de 15 anos, ocorrida na última terça-feira (2) em decorrência de complicações causadas por meningite bacteriana.
A adolescente era moradora da localidade de Calugi, na zona rural de Itapipoca, e estudava na unidade de ensino. O caso gerou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de classe e toda a comunidade escolar.
De acordo com a nota divulgada pela escola na quinta-feira (4), foi realizada uma dedetização em todas as dependências da instituição com o apoio dos Agentes de Combate às Endemias. Além disso, uma limpeza geral de todos os ambientes está programada para a próxima segunda-feira (8).
Para garantir a execução dos serviços, a direção informou que não haverá aulas na segunda-feira. As atividades serão retomadas normalmente na terça-feira (9), com o funcionamento regular da unidade escolar.
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A gestão esclareceu que as ações adotadas não fazem parte das medidas previstas na Nota Técnica nº 02/2024 da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará para o manejo e controle de casos de meningite. No entanto, segundo o comunicado, a Secretaria Municipal da Saúde e a escola decidiram realizar as medidas de forma complementar, com o objetivo de proporcionar maior tranquilidade e segurança aos estudantes, familiares e profissionais da educação.
A escola informou ainda que o dia letivo será recuperado posteriormente, conforme calendário que será divulgado pela gestão.
Em nota divulgada na quarta-feira (3), a Secretaria Municipal da Saúde de Itapipoca informou que os exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen-CE) não identificaram agentes etiológicos com indicação de quimioprofilaxia para pessoas que tiveram contato próximo com a adolescente. A pasta também destacou que todas as medidas de vigilância, investigação e controle previstas pelos protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará foram adotadas imediatamente após a notificação do caso.
Apesar de as ações realizadas na escola não integrarem os protocolos específicos para controle da meningite, a iniciativa busca reforçar a sensação de segurança da comunidade escolar diante da repercussão causada pela morte da estudante.
Ao final do comunicado, a direção agradeceu a compreensão e a colaboração de pais, alunos, professores e demais integrantes da comunidade escolar durante a realização dos serviços.



