A Justiça do Rio de Janeiro condenou dois dos envolvidos no assassinato da cantora e influenciadora digital Aline Borel dos Santos, de 28 anos, morta em abril de 2022, no município de Araruama, na Região dos Lagos. O julgamento foi realizado na Vara Criminal da cidade e terminou na madrugada desta sexta-feira (24), após dois dias de sessão.
Natanael dos Santos Nunes foi condenado a 28 anos e um mês de prisão, enquanto Luiz Henrique Motta Fersura recebeu pena de 16 anos e seis meses de reclusão. Juntas, as condenações ultrapassam 44 anos de prisão.
Segundo as investigações, Aline Borel foi atraída pelos criminosos até a Praia do Dentinho, localizada em Praia Seca, no dia 20 de abril de 2022. No local, ela foi executada a tiros.
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A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta que, além dos dois condenados, João Vítor Fernandes dos Santos e Ricardo Santos Oliveira também participaram da ação criminosa. Conforme a apuração, Ricardo, apontado como líder de uma facção criminosa que atuava na região do Corte, teria ordenado o assassinato por acreditar que a cantora repassava informações à milícia rival.
No entanto, a Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que Aline foi morta por engano, após ser confundida pelos criminosos.
Ao proferir a sentença, o juiz Eric Baracho Dore Fernandes destacou o impacto causado pelo crime e lembrou da forte presença da influenciadora nas redes sociais. O magistrado ressaltou que Aline era admirada por milhares de seguidores e que sua morte provocou grande comoção pública e ampla repercussão na imprensa.
Aline Borel ganhou notoriedade nacional ao publicar vídeos com interpretações bem-humoradas de músicas conhecidas e composições próprias. Entre seus trabalhos mais populares está a canção “É cansativa a vida do crente”, que viralizou nas redes sociais e consolidou sua trajetória como influenciadora digital e cantora.



