Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal após confirmação de contaminação

Mais de 374 mil garrafas foram distribuídas em quatro estados; consumidores devem verificar número do lote e evitar o consumo.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário de um lote da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal após a confirmação da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (3), por meio da Resolução nº 2.247/2026.

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O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda, localizada em Luziânia, no estado de Goiás. Segundo a fabricante, a decisão de retirar o produto do mercado foi tomada após a conclusão de análises laboratoriais que identificaram a contaminação microbiológica.

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De acordo com informações apresentadas à Anvisa, o lote é composto por aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 ml, distribuídas principalmente no Distrito Federal, além de municípios de Goiás, Tocantins e cidades do interior de São Paulo.

A presença da bactéria foi detectada durante uma fiscalização de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). As amostras coletadas foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a contaminação. Uma análise complementar, realizada posteriormente, confirmou o resultado inicial.

Após a confirmação, a Divisa-DF adotou medidas sanitárias e comunicou o caso à Anvisa, que passou a acompanhar o recolhimento e as investigações relacionadas ao episódio.

A agência orienta os consumidores a verificarem se possuem em casa unidades do lote recolhido, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Caso o produto seja identificado, a recomendação é que ele não seja consumido.

Os consumidores também devem acompanhar os comunicados da fabricante para obter informações sobre os procedimentos de devolução e reembolso. Segundo a empresa, cerca de 99,2% das unidades do lote já foram retiradas dos pontos de venda, reduzindo significativamente a disponibilidade do produto para compra.

A Mineração Bom Jesus informou ainda que, até o momento, não recebeu registros de reclamações relacionadas ao lote afetado em seus canais oficiais de atendimento.

Além do recolhimento, a empresa abriu uma investigação interna para identificar as possíveis causas da ocorrência. A fabricante afirmou estar colaborando com as autoridades sanitárias, fornecendo informações e adotando as medidas necessárias para esclarecer o caso.

Conforme a Anvisa, as informações disponíveis até o momento indicam que a ocorrência está restrita ao lote informado. As investigações continuam sendo acompanhadas pela agência e pelos órgãos de vigilância sanitária envolvidos.

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