O Ministério da Saúde iniciou neste sábado (20) a aplicação da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), conhecida como pneumo 20, para crianças menores de 5 anos em todo o país. O imunizante passa a integrar a rede pública de saúde e substitui a vacina pneumocócica 10-valente (VPC10), utilizada até então no calendário infantil.
A nova vacina oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otite média. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da cobertura busca reduzir casos graves, internações e mortes associadas à doença pneumocócica.
Neste primeiro momento, a vacinação será destinada às crianças conforme o histórico vacinal individual e as doses já recebidas anteriormente da VPC10. A expectativa da pasta é imunizar cerca de 2 milhões de crianças em todo o Brasil.
Para viabilizar a campanha, o Sistema Único de Saúde (SUS) adquiriu mais de 8 milhões de doses da vacina, que já foram distribuídas para estados e municípios. O lançamento da estratégia nacional ocorreu em uma unidade de saúde da Zona Sul de São Paulo.
Veja também
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a vacina também estará disponível para grupos específicos de idosos, como pessoas acamadas e pacientes com doenças pulmonares crônicas, ampliando a prevenção contra complicações respiratórias.
O Ministério da Saúde destaca que a principal vantagem da pneumo 20 é a cobertura ampliada contra sorotipos que atualmente estão entre os que mais provocam casos graves da doença, incluindo os tipos 3, 6A e 19A. A vacina também ajuda a prevenir casos de otite média, que podem causar perda auditiva e outras complicações.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a doença pneumocócica permanece entre as principais causas de mortalidade infantil por enfermidades preveníveis por vacinação. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados aproximadamente 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes. Entre crianças menores de 5 anos, foram contabilizados 616 casos e 188 óbitos no período.
A orientação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis procurem a unidade básica de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal das crianças e garantir o acesso ao novo imunizante.



