Quase três meses após a liquidação do Will Bank, o Fundo Garantidor de Créditos iniciou a segunda etapa de devolução de valores aos clientes afetados. Nesta fase, serão pagos R$ 6,06 bilhões a cerca de 312 mil credores que possuem quantias a receber entre R$ 1 mil e R$ 250 mil.
O processo de solicitação do ressarcimento é realizado exclusivamente por meio do aplicativo oficial do FGC. Para acessar os valores, os clientes precisam se cadastrar na plataforma, preencher as informações solicitadas, enviar a documentação exigida e formalizar o pedido de pagamento.
O fundo também orienta que os usuários mantenham as notificações do aplicativo ativadas para acompanhar o andamento das solicitações e possíveis pendências durante a análise.
Como solicitar o ressarcimento
Para receber os valores, o credor deve seguir algumas etapas:
- Baixar o aplicativo do FGC;
- Criar cadastro na plataforma;
- Conferir e atualizar os dados pessoais;
- Enviar a documentação necessária;
- Solicitar o pagamento.
O FGC reforça que não realiza contatos por telefone, redes sociais ou aplicativos de mensagens para solicitar dados pessoais ou senhas. Todo o procedimento deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais.
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Pagamentos já realizados
Na primeira fase, iniciada em fevereiro, foram contemplados clientes com até R$ 1 mil a receber. Ao todo, mais de 1,1 milhão de pessoas receberam cerca de R$ 126 milhões.
Desde janeiro, o FGC já desembolsou aproximadamente R$ 39,3 bilhões em ressarcimentos relacionados a instituições do grupo Banco Master, incluindo o Letsbank. Esse montante corresponde a 96,9% do total previsto, beneficiando cerca de 669 mil credores.
Já em relação ao Banco Pleno, os pagamentos somam R$ 3,61 bilhões, alcançando aproximadamente 107,3 mil pessoas — o equivalente a 70,45% dos beneficiários e 75,39% do valor estimado.
Limites e regras
O ressarcimento segue o limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as regras do sistema de garantia. Clientes que já atingiram esse teto em outras instituições do mesmo grupo não terão direito a novos valores no caso do Will Bank.
Há, no entanto, exceção para aplicações realizadas até 31 de agosto de 2024, que continuam cobertas pela garantia individual dentro do limite estabelecido.
Entenda o caso
A liquidação do Will Bank foi determinada pelo Banco Central do Brasil após o agravamento da situação financeira da instituição e dificuldades no cumprimento de suas obrigações. A fintech integrava o conglomerado liderado pelo Banco Master.
Desde então, o FGC tem conduzido o processo de devolução dos recursos aos clientes prejudicados, seguindo as normas do sistema de proteção a depositantes no país.



