O dólar encerrou esta segunda-feira (13) abaixo de R$ 5, atingindo o menor patamar em mais de dois anos, em um movimento influenciado pela melhora no cenário internacional e maior confiança dos investidores.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 4,997, com recuo de 0,29%. Ao longo do dia, chegou a atingir a mínima de R$ 4,98, após iniciar o pregão em alta diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A mudança de trajetória ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizou a possibilidade de retomada das negociações com o Irã. A perspectiva de avanço diplomático reduziu a cautela no mercado e contribuiu para a desvalorização do dólar em nível global.
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No exterior, o índice DXY — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de moedas fortes — também registrou queda, reforçando o movimento observado no Brasil.
No mercado interno, o cenário positivo também se refletiu na bolsa de valores. O Ibovespa, principal índice acionário do país, renovou seu recorde histórico ao ultrapassar os 198 mil pontos, impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas a commodities e pela entrada de capital estrangeiro.
No acumulado do mês, o dólar apresenta queda de 3,51%. Já em 2026, a desvalorização da moeda frente ao real chega a 8,96%.
Analistas avaliam que, além da redução das tensões externas, o fluxo de investimentos estrangeiros para países emergentes tem favorecido o real, contribuindo para a queda consistente do dólar nos últimos dias.



