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Anvisa libera importação excepcional e uso controlado da vacina Sputnik V no Ceará

A aprovação da Anvisa é para a importação emergencial e uso controlado da vacina russa Sputnik V.

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A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação excepcional e o uso controlado da vacina Sputnik V pelos estados brasileiros, dentre estes o Ceará. A decisão tomada na noite desta sexta-feira (4), durante a 9ª Reunião Extraordinária Pública de 2021 do órgão federal, permite ao Estado dar um importante passo para vencer a luta contra a pandemia da Covid-19. O Governo do Ceará se planejou e, em março deste ano, antecipou a negociação de mais de 5,5 milhões de doses do imunizante com o Fundo Soberano Russo.

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Nas redes sociais, o governador Camilo Santana comemorou a decisão da Anvisa e a classificou como um “avanço para que tenhamos mais vacinas”. O chefe do Executivo estadual destacou que a Sputnik é aplicada em 66 países e eficácia de 91%.

A aprovação da Anvisa é para a importação emergencial e uso controlado da vacina russa Sputnik V. Dessa forma, as doses chegarão ao Ceará para aplicação observada em adultos saudáveis e acompanhamento ativo de eventos adversos. O Governo aguarda confirmação oficial por parte da Anvisa de detalhes da operação. Após esta etapa, a efetivação da importação também depende do protocolo legal do Ministério da Saúde, que pode optar por liberar o total das mais de 5,5 milhões de doses para uso no Ceará ou comprar as doses do Estado e distribuir nacionalmente.

Condicionantes

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O termo de importação excepcional havia sido negado em 26 de abril pela Anvisa. Após novas documentações apresentadas pelo Instituto Gamaleya (fabricante) e considerando o cenário de poucas doses de imunizantes disponíveis, a permanência de cenário grave da pandemia de Covid-19 no País, com possibilidade de uma terceira onda, a Agência decidiu que os benefícios podem superar os riscos com a liberação da Sputinik.
Uma série de condicionantes e responsabilidades na distribuição, armazenamento, manuseio e aplicação das doses deve ser atribuída aos importadores (estados). Num primeiro momento, fica autorizada a importação de doses suficientes para uso em somente 1% da população. Na mesma reunião, também foi autorizada a importação da vacina Covaxin (da Índia).

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