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Sesa, Fiocruz e UFC estudam imunidade de transplantados após vacina contra a Covid-19

O estudo busca compreender tempo e fator de eficiência da imunização dos pacientes transplantados em comparação com pessoas que não passaram por esse tipo de procedimento.

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A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) participará de pesquisa sobre a resposta imunológica à vacina contra a Covid-19 de pessoas que receberam transplantes de órgãos sólidos (rim, fígado, pâncreas, coração e pulmão). O inquérito sorológico será realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Ceará e a Gerência de Ensino e Pesquisa do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC), cruzando dados referentes à resposta do sistema imunológico destes pacientes em comparação com a população em geral.

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Para isso, pessoas transplantadas de órgãos sólidos que receberam uma ou duas doses da vacina devem preencher o formulário do inquérito sorológico e aguardar agendamento para coleta de exames. A necessidade de reforço vacinal no público alvo da pesquisa é uma das questões que serão analisadas. O estudo tem canais de comunicação direta com os participantes (ver serviço abaixo), por e-mail, telefone e WhatsApp para qualquer tipo de esclarecimento.

“Com as informações, saberemos mais sobre a defesa do organismo dos pacientes que passaram pela intervenção cirúrgica diante do imunizante contra o coronavírus. Dessa forma, será possível também estabelecer estratégias de proteção para essas pessoas”, pontua Tainá de Sandes, pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da UFC.

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O estudo busca compreender tempo e fator de eficiência da imunização dos pacientes transplantados em comparação com pessoas que não passaram por esse tipo de procedimento. No Ceará, pelo menos 3.111 pacientes transplantados de órgãos sólidos já receberam uma ou duas doses da vacina contra a Covid-19.

Para Fábio Miyajima, pesquisador da Fiocruz Ceará, já é reconhecido que receptores de transplantes são pessoas que possuem maior risco de complicações associadas à doença e que, por causa do imunocomprometimento, possuem maior dificuldade em desenvolver proteção suficiente ao serem vacinadas inicialmente, necessitando, portanto, de uma dose adicional da vacina. “Sabemos também que essas pessoas apresentam níveis mais baixos de anticorpos, que também diminuem mais rapidamente com o tempo. Desta forma, será muito importante acompanharmos essas pessoas e entendermos melhor essas associações, além de avaliarmos o potencial benefício de uma dose adicional da vacina contra Covid-19”, complementa.

Pessoas não transplantadas já vacinadas também participarão voluntariamente do estudo, com coletas de exames realizadas pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), equipamento da Rede Sesa.

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