Irã fecha totalmente o Estreito de Ormuz após novos ataques dos Estados Unidos

Governo iraniano afirma que ofensiva norte-americana inviabilizou o cessar-fogo firmado em abril e anuncia bloqueio de uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo e gás.

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O governo do Irã anunciou nesta quinta-feira (11) o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e gás natural. A medida foi adotada em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após uma nova série de ataques realizados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos.

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Em comunicado oficial, a autoridade responsável pela administração da passagem marítima informou que a decisão foi tomada em resposta ao que classificou como agressões militares norte-americanas na região. Segundo o órgão, o tráfego pelo estreito permanecerá suspenso por tempo indeterminado.

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O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o abastecimento energético mundial, concentrando parte significativa do fluxo de petróleo exportado pelos países do Golfo Pérsico. Desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o controle da passagem vinha sendo mantido pelas forças iranianas, que ainda permitiam a circulação limitada de embarcações. Até então, cerca de 20 navios cruzavam diariamente a região.

Além do bloqueio marítimo, o governo iraniano declarou que o acordo de cessar-fogo firmado com Washington em 8 de abril perdeu sua validade prática após os recentes bombardeios norte-americanos.

Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, os ataques foram classificados como “ilegais” e uma violação direta da Carta das Nações Unidas. A diplomacia iraniana argumenta que a ofensiva comprometeu completamente os termos do entendimento que havia reduzido temporariamente os confrontos entre os dois países.

De acordo com informações da Guarda Revolucionária Iraniana, os ataques mais recentes tiveram como principal alvo áreas localizadas no sul do país. No entanto, também foram registrados bombardeios em regiões próximas à capital Teerã, incluindo as cidades de Karaj, Nazarabad e Pishva.

O agravamento da crise aumenta a preocupação da comunidade internacional diante dos possíveis impactos sobre a segurança regional e o mercado global de energia, uma vez que qualquer interrupção prolongada no Estreito de Ormuz pode afetar o transporte de combustíveis para diversos países.

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