Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas após uma sequência de terremotos atingir a região andina do Peru na noite de sábado (18). Os abalos também provocaram a destruição de dezenas de residências, deixaram centenas de moradores desabrigados e mobilizaram equipes de emergência para atender as áreas mais afetadas.
De acordo com o Centro Sismológico Nacional do Peru, os tremores ocorreram na província de Chupaca, na região de Junín, localizada a aproximadamente 300 quilômetros a leste da capital Lima. O primeiro sismo registrou magnitude de 5,1 e ocorreu a uma profundidade de 24 quilômetros. Pouco tempo depois, um segundo abalo, de magnitude 3,7, foi registrado a 18 quilômetros de profundidade.
Inicialmente, o Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo havia estimado que o primeiro terremoto alcançou magnitude 5,6, mas as autoridades peruanas mantiveram a medição oficial em 5,1.
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O chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), Luis Vásquez, confirmou neste domingo (19) que cinco mortes já foram registradas e que 21 pessoas ficaram feridas em consequência dos tremores.
Segundo o órgão, pelo menos 48 casas foram completamente destruídas, enquanto outras 18 apresentaram danos estruturais significativos. Ao todo, cerca de 300 moradores foram diretamente afetados pelo desastre e estão recebendo assistência humanitária, incluindo barracas para abrigo temporário.
As comunidades atingidas são compostas, em sua maioria, por residências de construção rústica, o que contribuiu para o elevado número de imóveis destruídos.
Ainda durante a madrugada, equipes da Defesa Civil, bombeiros e outros órgãos de emergência foram enviadas às áreas afetadas para realizar buscas entre os escombros e prestar socorro às vítimas. As autoridades não descartam a possibilidade de que o número de mortos aumente à medida que os trabalhos de resgate avancem.
O Peru está situado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa geológica que concentra cerca de 85% da atividade sísmica registrada em todo o planeta, tornando o país frequentemente vulnerável à ocorrência de terremotos.



