A literatura produzida por jovens cearenses ganhará espaço na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa no próximo dia 4. Entre os representantes do Estado está a estudante Isabela Vera Cruz, de 14 anos, de Itapipoca, que participará da programação do evento com o livro Marla e Eu, seu segundo título publicado.
A adolescente é uma das seis estudantes selecionadas para integrar o projeto Infância Inclusiva, idealizado pelo jovem poeta e escritor Davi Moura, de 12 anos. A iniciativa foi incorporada à programação oficial da Bienal e reunirá autores mirins da rede pública e privada de ensino do Ceará.
Os participantes têm entre 12 e 15 anos e são estudantes de instituições estaduais e municipais, além da rede particular. O grupo representa os municípios de Fortaleza, Eusébio e Itapipoca.
Durante a Bienal, os jovens apresentarão obras que tratam de diferentes temas, entre eles sustentabilidade, inclusão, direitos de crianças e adolescentes, empreendedorismo e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os livros também trazem relatos e experiências pessoais dos próprios autores.
Livro nasceu de uma experiência pessoal
Aluna do 9º ano do Centro Educacional O Amanhecer, em Itapipoca, Isabela representa a rede particular de ensino cearense no evento. Marla e Eu é seu segundo livro publicado e foi inspirado em uma experiência marcante de sua infância: a convivência com seu primeiro coelho de estimação.
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A partir dessa relação, a estudante transformou sentimentos vivenciados no dia a dia em uma história literária. A proposta da obra é levar os leitores a refletirem sobre vínculos afetivos, amizade e saudade.
Em entrevista ao jornal O POVO, Isabela explicou que a relação entre pessoas e animais pode representar uma importante fonte de carinho e conforto, especialmente em momentos difíceis.
Para ela, os animais de estimação ocupam um espaço especial na vida das pessoas justamente pela companhia e pelo vínculo emocional construído ao longo do tempo.
Literatura como forma de expressão
Além de contar histórias, Isabela vê a escrita como uma maneira de colocar no papel ideias, sentimentos e situações que surgem em sua imaginação. Em meio a uma rotina cada vez mais marcada pelo uso de celulares e outras telas, ela também destaca a importância da leitura para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Segundo a estudante, o contato com os livros contribui para ampliar o vocabulário e estimula outras formas de aprendizado, funcionando como uma alternativa ao excesso de tempo diante das telas.
Isabela também acredita que cada pessoa pode encontrar na arte uma maneira própria de se expressar. No caso dela, a escolha foi pela literatura.
A participação na Bienal de São Paulo representa, assim, mais do que a apresentação de um livro: é a oportunidade de uma jovem escritora de Itapipoca levar sua experiência e sua produção literária para um dos principais eventos do setor no Brasil.



