Bolsonaro recebe alta hospitalar e passa a cumprir prisão domiciliar em Brasília

Ex-presidente estava internado desde o dia 13 de março para tratar pneumonia; medida foi autorizada pelo STF e terá prazo inicial de 90 dias.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), conforme boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, unidade onde estava internado desde o último dia 13 de março para tratamento de um quadro de pneumonia.

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Após deixar o hospital, Bolsonaro seguiu para sua residência, localizada em um condomínio no Lago Sul, área nobre de Brasília, onde passará a cumprir prisão domiciliar. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

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O boletim médico que confirmou a alta foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do diretor-geral da unidade hospitalar, Allisson Barcelos Borges.

Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, após apresentar mal-estar enquanto cumpria pena no 9º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. Na ocasião, ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, sendo encaminhado ao hospital.

Até a internação, o ex-presidente cumpria pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, em ala conhecida como “Papudinha”.

Monitoramento e prazo da medida

Com a concessão da prisão domiciliar, Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes da condenação, ele chegou a ser preso após tentar violar o equipamento.

A segurança da residência ficará sob responsabilidade de agentes da Polícia Militar do Distrito Federal, com o objetivo de evitar qualquer tentativa de fuga.

De acordo com a decisão judicial, a prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias. Após esse período, o caso deverá ser reavaliado pelo ministro relator, que poderá determinar a continuidade da medida ou solicitar nova perícia médica.

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