O reforço das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher no Ceará ganha um novo capítulo com a chegada do Núcleo de Combate à Violência Doméstica (Nucevid) ao município de Itapipoca. A implantação oficial ocorre nesta terça-feira (7), com cerimônia marcada para as 9h, no Fórum José Airton Teixeira, localizado no bairro Cacimbas.
A iniciativa integra o plano de expansão do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará e representa um avanço na estrutura de proteção às mulheres em situação de violência, ao mesmo tempo em que fortalece a atuação conjunta entre diferentes instituições.
A solenidade contará com a participação virtual da presidente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Vanja Fontenele Pontes, além de autoridades locais. A programação é aberta ao público e segue ao longo do dia.
Após a cerimônia de abertura, haverá, às 10h, uma palestra abordando a dinâmica da violência doméstica e seus impactos. Ainda pela manhã, será apresentado o funcionamento do modelo Nucevid e sua importância dentro das comarcas.
No período da tarde, as atividades continuam com a definição de metas e indicadores voltados à realidade local, às 15h. Em seguida, às 16h, ocorre a assinatura de termos de cooperação entre instituições, adaptados às necessidades específicas da comarca de Itapipoca.
A criação do núcleo está prevista na Resolução nº 27/2025, aprovada pelo Órgão Especial do TJCE, que estabelece a expansão desses equipamentos pelo interior do Estado. Atualmente, unidades do Nucevid já funcionam em municípios como Maracanaú, Crato, Juazeiro do Norte, Sobral, Jijoca de Jericoacoara e Aracati.
Atendimento humanizado e ações integradas
O Nucevid tem como principal objetivo garantir atendimento rápido, eficiente e humanizado às vítimas, assegurando o cumprimento das medidas protetivas. Para isso, o núcleo conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de áreas como psicologia e assistência social, além da atuação integrada com órgãos como o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil.
Entre as ações desenvolvidas estão visitas domiciliares, acompanhamento psicossocial, utilização de dispositivos de segurança — como botões de pânico — e encaminhamento das vítimas para cursos de qualificação e oportunidades de emprego.
A proposta vai além da proteção imediata: busca romper o ciclo da violência e promover autonomia às mulheres atendidas. Com o suporte do núcleo, vítimas têm conseguido reconstruir suas rotinas, retomar projetos pessoais e garantir mais segurança para si e suas famílias.



