STF mantém decisão contra revisão da vida toda das aposentadorias do INSS

Maioria dos ministros rejeitou recursos apresentados após Supremo derrubar tese que permitia recalcular benefícios com todas as contribuições do trabalhador.

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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal decidiu manter o entendimento que impede a chamada revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social. O julgamento foi concluído nesta sexta-feira (15), no plenário virtual da Corte, com placar de 8 votos a 2.

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A análise ocorreu no âmbito do Recurso Extraordinário 1.276.977, apresentado após o STF ter derrubado, em 2024, a tese que autorizava aposentados a incluir no cálculo do benefício contribuições feitas antes de julho de 1994, período anterior ao Plano Real.

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Os ministros acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, que rejeitou os embargos de declaração apresentados no processo. Segundo ele, a decisão anterior não apresentou falhas ou omissões que justificassem revisão do julgamento.

“A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos”, afirmou o ministro.

Também votaram pela manutenção da decisão os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques.

Os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram parcialmente. Ambos defenderam a suspensão dos processos relacionados à revisão da vida toda até a conclusão definitiva do julgamento pelo plenário da Corte.

Valores recebidos não precisarão ser devolvidos

Apesar de manter o entendimento contrário à revisão, o STF já havia decidido anteriormente que aposentados não precisarão devolver valores recebidos por meio de decisões judiciais favoráveis, sejam elas definitivas ou provisórias, assinadas até 5 de abril de 2024. A data marca a publicação oficial da ata do julgamento que derrubou a tese.

Debate jurídico continua no STF

Mesmo com a nova decisão, a discussão sobre a revisão da vida toda ainda não foi totalmente encerrada. Outro processo relacionado ao tema segue em tramitação na Corte: a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.111.

Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque no julgamento virtual da ação, o que fará com que o caso seja reavaliado presencialmente pelo plenário físico do tribunal. Ainda não há previsão para a retomada da análise.

Entenda a revisão da vida toda

A revisão da vida toda era uma tese defendida por aposentados que buscavam incluir no cálculo do benefício previdenciário todas as contribuições feitas ao longo da vida profissional, inclusive as anteriores a julho de 1994.

Antes da mudança de entendimento do STF, alguns segurados conseguiam optar pela regra considerada mais vantajosa para aumentar o valor mensal da aposentadoria.

Entretanto, em março de 2024, o Supremo decidiu que a regra de transição criada pela reforma previdenciária de 1999 é obrigatória e não pode ser escolhida livremente pelo aposentado. Com isso, foi anulada a decisão anterior que havia reconhecido o direito à revisão.

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