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Ceará e Paraíba realizam primeira datação rádio carbônica em material indígena da etnia Tupi

Os restos mortais são de um indígena da etnia tupi oriundo do sítio Tambor, município de Cuité, na Paraíba

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O NPDM em parceria com o LABAP realizaram a primeira datação rádio carbônica através de uma parceria institucional com fins bioarqueológicos.

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Os restos mortais de um indígena da etnia tupi oriundo do sítio Tambor, município de Cuité, na Paraíba, foi analisado pelo laboratório Beta Analytic, sendo o resultado para 570 anos a.p. com margem de erro de 30 anos. Com esta datação elimina-se a hipótese de que esses tupis que habitaram o sertão da Paraíba seriam indígenas fugidos dos colonizadores, a datação prova que antes da colonização eles já estavam habitando a região.

Colar de concha marinha pertencente ao enxoval fúnebre do indígena

Outro dado relevante que esta datação proporciona faz relação com o enxoval fúnebre deste indivíduo, pois foram enterradas com ele três argolas e um colar feitos a partir de conchas marinhas, o que evidencia que esses tupis da Paraíba faziam uma rota migratória sertão-praia, cerca de 230 km, para coletar materiais importantes para sua economia ou tiravam temporadas a beira mar quando o tempo era mais ameno e as condições de pesca e coleta eram mais fartas.

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Este resultado é fruto do empenho de Dr. Odorico de Moraes, Dr. Juvandi de Sousa, Dr. Allysson Allan e de Sílvio Teixeira, com a liberação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

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