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Policiais suspeitos de agressão a pescadores são detidos em Amontada

Os agentes, também suspeitos de apreensão indevida de materiais de pesca, foram liberados após prestarem depoimento

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Dois policiais militares foram detidos em uma fazenda de carcinicultura (criação de camarões em cativeiros) após a denúncia de agressões e apreensão indevida de materiais de pesca supostamente sofridas por pescadores de Amontada. 

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De acordo com informações do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o promotor de justiça, Francisco Lucídio de Queiroz Júnior, responsável pelo órgão no município, atendeu, há cerca de 15 dias, pescadores da Comunidade de Mosquito, que denunciara as supostas agressões sofridas. 

Os homens, segundo o MPCE, foram até a delegacia denunciar seguranças de uma fazenda de criação de camarão, que estariam impedindo a pesca em um rio da região onde ocorre a despeja das sobras dos criadouros da empresa. Os pescadores, que costumam pegar peixes no local por conta da aglomeração dos animais que buscam os resíduos, também tiveram os equipamentos de pesca apreendidos.

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Policiais encontrados na fazenda

Conforme o Ministério Público, após ouvir os depoimentos das vítimas, a denúncia foi encaminhada para a Delegacia Regional de Itapipoca, da qual o delegado se dirigiu até a fazenda para averiguar a prática de excessos por parte dos seguranças, assim como a responsabilidade da empresa. Ao chegar no local, o agente encontrou dois policiais militares almoçando nas dependências da propriedade. O MPCE, não informou, no entanto, se os agentes estariam em serviço no momento da ação. 

Os policiais, então, foram encaminhados para prestarem depoimento, mas foram liberados por não haver flagrante em relação aos materiais supostamente apreendidos.  

O Ministério Público declarou, ainda, que investigações continuarão com o objetivo de apurar outras práticas criminosas e possível crime de improbidade administrativa por parte dos policiais. 

A reportagem entrou em contato com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) e com a Polícia Militar do Estado do Ceará, mas, até o fechamento desta matéria, os órgãos não responderam. 

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