Envelhecimento populacional no Brasil: população com 65 anos ou mais representa 10,5% em 2022, revela IBGE

Estudo mostra aumento da proporção de idosos e mudanças na distribuição etária e demográfica no país.

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A população com 65 anos ou mais no Brasil representava 10,5% do total em 2022, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra que, em dez anos, houve um aumento da proporção dessa população no total porque, em 2012, o percentual era de 7,7%.

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O envelhecimento da população brasileira é um fenômeno cada vez mais evidente. De acordo com a pesquisa do IBGE, a população adulta entre 30 e 64 anos também cresceu, passando de 42,4% em 2012 para 46,1% em 2022. Por outro lado, a proporção da população mais jovem diminuiu. Aqueles com 18 a 29 anos passaram de 20,9% para 18,7% dos habitantes, enquanto as pessoas com menos de 18 anos recuaram de 29% em 2012 para 24,6% em 2022.

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“Observando-se a pirâmide etária da população brasileira, entre 2012 e 2022, [nota-se] o alargamento do topo [onde estão representados os mais idosos] e o estreitamento da base”, disse o pesquisador do IBGE Gustavo Fonte.

Além das mudanças na distribuição etária, o estudo também revela diferenças regionais significativas. O Norte e o Centro-Oeste ampliaram sua participação no total da população. O Norte passou de 8,3% em 2012 para 8,8% em 2022, enquanto o Centro-Oeste subiu de 7,4% para 7,8%. O Sul manteve a proporção de 14,3%, enquanto Nordeste (queda de 27,7% para 27%) e Sudeste (de 42,2% para 42,1%) tiveram recuo na participação nacional.

Quanto à divisão de gênero, as mulheres correspondiam a 51,1% da população brasileira em 2022, enquanto os homens eram 48,9%. Isso significa que havia 95,6 homens para cada mulher no país. Apenas na região Norte, a população masculina superava a feminina, o que fazia com que a proporção fosse de 100,1 homens para 100 mulheres. As regiões com menores proporções entre homens e mulheres eram o Nordeste (94,3 homens para 100 mulheres) e Sudeste (94,4 para 100).

Em relação à cor ou raça, a pesquisa revelou que a proporção de pessoas que se declararam pretas subiu de 7,4% em 2012 para 10,6% em 2022, enquanto os que se declararam brancos recuaram de 46,3% para 42,8% no período. Os pardos, que eram 45,6% em 2012, passaram a ser 45,3% em 2022. É importante ressaltar que a projeção populacional desta pesquisa da PNAD ainda não leva em consideração os dados do Censo Demográfico 2022, sendo baseada no Censo 2010.

Com o envelhecimento da população e as mudanças na distribuição demográfica, é fundamental que o país esteja preparado para os desafios e oportunidades que surgem com essa transformação social. As políticas públicas devem ser desenvolvidas considerando essas mudanças, a fim de garantir o bem-estar e a qualidade de vida de todos os brasileiros, independentemente da faixa etária.

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