Confiança do consumidor: calamidade no RS influencia queda em maio

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado pelo FGV Ibre, apontou queda de 4,0 pontos no mês de maio, chegando a 89,2 pontos, após duas subidas consecutivas.

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Dados divulgados pela FGV IBRE, nesta sexta-feira (24), revelam que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou queda de 4,0 pontos, fechando o mês de maio em 89,2 pontos. O resultado veio após duas altas seguidas.

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Em maio, a tendência de queda foi pressionada pelas expectativas em relação aos próximos meses, enquanto nas avaliações sobre o momento atual ocorreu estabilidade. De acordo com o levantamento, o Índice de Expectativas teve redução de 6,7 pontos, para 95,5 pontos. Trata-se do menor nível desde dezembro de 2022, quando o patamar estava em 94,6 pontos. Por outro lado, o Índice da Situação Atual ficou estagnado, em 80,6 pontos.

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista e pesquisadora do FGV IBRE, a forte queda do índice foi a maior desde setembro de 2021, quando houve um recuo de mais de 6,0 pontos. 

“As expectativas vinham gerando em torno da neutralidade, ou seja, os consumidores já não estão nem tão pessimistas, nem tão otimistas — e agora com o forte recuo das expectativas esse indicador passou para um patamar de pessimismo moderado. Esse resultado está muito atrelado aos acontecimentos no Sul, que levam ao aumento da incerteza quanto à economia local e à economia como um todo”, explica Gouveia.

Para Renan Gomes de Pieri, economista da FGV-SP, resta saber se esse efeito ficará restrito a maio deste ano ou se permanecerá pelo restante do ano.

“É natural que a percepção do consumidor sobre economia possa variar, de mês a mês, por fatores pontuais relacionados àquele mês. Muitas vezes um mês em que as vendas do varejo foram melhores pode tornar os empreendedores mais otimistas, um mês que gera mais empregos pode tornar as pessoas mais favoráveis à economia. E especificamente no mês de maio a percepção do consumidor está atrelada à economia futura, com os consumidores esperando um cenário um pouco menos favorável do que anteriormente”, aponta.

Entre os quesitos que compõem o ICC, o que mede o ímpeto de compras de bens duráveis foi o que mais contribuiu para o recuo da confiança no mês, ao cair 8,3 pontos, para 78,8 pontos. Já a estabilidade nas avaliações sobre o momento foi notada na percepção acerca da economia local, onde o indicador ficou em 92,3 pontos, após duas altas seguidas.  

 

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