Presidente Lula critica exigências da União Europeia em acordo com o Mercosul

Em discurso na Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, Lula ressalta necessidade de acordos comerciais mais justos e questiona ameaças da UE.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua preocupação com as exigências feitas pela União Europeia (UE) para a conclusão de um acordo com o Mercosul, durante seu discurso na Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, realizada em Paris. Lula enfatizou a importância de uma relação justa e igualitária entre os blocos comerciais e manifestou sua vontade de iniciar um diálogo para solucionar o impasse.

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Lula afirmou que está ansioso para firmar um acordo com a União Europeia, porém, ressaltou que a carta adicional proposta pela UE impede a concretização do acordo. O presidente brasileiro prometeu enviar uma resposta às demandas europeias, mas destacou a necessidade de iniciar uma discussão para encontrar um consenso viável.

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Durante seu pronunciamento, Lula chamou a atenção para a construção democrática da União Europeia, considerando-a um patrimônio da humanidade. Ele mencionou as duas guerras mundiais que assolaram o continente e elogiou a capacidade da UE em estabelecer um Parlamento e conduzir debates democráticos mesmo diante de divergências. O ex-presidente expressou seu desejo de que a América do Sul siga o mesmo caminho.

Além disso, Lula expressou sua intenção de criar novos blocos regionais para negociar com a União Europeia. Ele também apontou a necessidade de reformas no funcionamento do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), defendendo uma maior representatividade e participação de diferentes atores nas decisões dessas instituições internacionais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião do evento, acompanhou o discurso de Lula. O líder brasileiro agradeceu a reunião e ressaltou sua determinação em lutar nos próximos três anos em que presidirá o Brasil.

O posicionamento de Lula em relação às exigências da União Europeia evidencia a busca por equidade nas relações comerciais e a necessidade de um diálogo construtivo entre as partes envolvidas. Resta agora aguardar as respostas e o desenrolar das negociações entre o Mercosul e a UE, visando alcançar um acordo que atenda aos interesses de ambos os blocos.

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