Ataques dos EUA e Israel provocam pânico no Irã; população enfrenta filas e tenta deixar grandes cidades

Explosões em Teerã e outras regiões intensificam clima de medo enquanto autoridades orientam deslocamento para áreas mais seguras.

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Longas filas se formaram em postos de combustíveis e moradores passaram a deixar grandes centros urbanos do Irã neste sábado (28), após uma ofensiva militar atribuída aos Estados Unidos e a Israel. O avanço dos ataques espalhou medo em diversas regiões do país, especialmente na capital, Teerã, onde explosões foram registradas nas primeiras horas do dia.

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Colunas de fumaça foram vistas no céu da capital iraniana, marcando o início de mais uma escalada de tensão em meio à semana de trabalho no país. Relatos de explosões também vieram de cidades como Tabriz, no norte, e Isfahan, no centro do território.

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Moradores descreveram cenas de correria e desespero. Um homem ouvido por uma agência internacional afirmou que correu para retirar os filhos da escola após as primeiras detonações. Em Tabriz, uma mãe relatou estar apavorada com a situação e sem saber para onde fugir com as crianças.

O principal órgão de segurança do Irã informou que há expectativa de novos ataques em Teerã e em outras cidades estratégicas. Em comunicado, as autoridades orientaram que a população deixe as áreas consideradas de risco, se possível, para reduzir danos. Escolas e universidades foram fechadas por tempo indeterminado.

A ofensiva ocorre semanas após uma forte repressão a protestos internos, que resultou em milhares de mortes segundo relatos internacionais, e cerca de oito meses após um conflito de 12 dias com Israel. Na ocasião, instalações nucleares iranianas foram bombardeadas pelos Estados Unidos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a operação busca neutralizar ameaças à segurança americana e afirmou que a ação poderia abrir caminho para mudanças políticas no Irã. O Departamento de Defesa norte-americano informou que os ataques receberam o nome de “Operação Fúria Épica”.

A ofensiva aconteceu após uma rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã realizada em Genebra na quinta-feira (26), que não resultou em avanços concretos sobre o programa nuclear iraniano. Mediadores de Omã haviam sinalizado algum progresso nas conversas.

Governos ocidentais há anos suspeitam que o Irã busque desenvolver armamento nuclear, acusação que Teerã nega de forma reiterada.

Enquanto isso, o impacto nas ruas é imediato. Testemunhas relataram corrida por moeda estrangeira e dificuldades para saques em caixas eletrônicos, especialmente em Isfahan. Em Yazd, no centro do país, um morador disse acreditar que os ataques podem enfraquecer o regime clerical que governa o país desde 1979. Já em Rasht, no norte, outra moradora criticou tanto o governo iraniano quanto a intervenção estrangeira, demonstrando temor de que o país enfrente um cenário semelhante ao do Iraque após a invasão liderada pelos Estados Unidos que derrubou Saddam Hussein.

Em Teerã, forças de segurança bloquearam vias próximas aos prédios que abrigam o gabinete do líder supremo, Ali Khamenei, do presidente Masoud Pezeshkian e do Parlamento iraniano.

Famílias tentam deixar o país. Um morador da região central afirmou que seguiria para Urumieh, próximo à fronteira com a Turquia, com planos de atravessar o território caso a passagem esteja aberta. Outro residente, da cidade de Ilam, disse que partiria com a família sem saber o que esperar das próximas horas.

Entre os relatos colhidos, o sentimento predominante é de incerteza e medo. “As pessoas estão em choque. Não sabemos o que vai acontecer conosco”, afirmou uma moradora da capital.

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