Embaixador do Irã afirma que mais de 1,3 mil civis morreram em conflito com Israel e EUA

Diplomata iraniano acusa ataques contra infraestrutura civil e critica fala de Trump sobre liderança do país; governo iraniano menciona início de esforços de mediação internacional.

Portal Itapipoca Portal Itapipoca
4 minuto(s) de leitura
- PUBLICIDADE -

Uma nova estimativa apresentada pelo Irã aponta que mais de mil civis perderam a vida desde o início do confronto envolvendo o país, Israel e os Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, durante conversa com jornalistas na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

Segundo o diplomata, pelo menos 1.332 civis iranianos já morreram no conflito, enquanto milhares de outras pessoas ficaram feridas. Iravani afirmou que ataques realizados por Estados Unidos e Israel teriam atingido deliberadamente infraestruturas civis no território iraniano.

- CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE -

O embaixador também declarou que, por parte do Irã, os ataques teriam sido direcionados exclusivamente a instalações militares. Autoridades norte-americanas e israelenses, por sua vez, contestam essa versão e alegam que alvos civis também teriam sido atingidos por ações iranianas.

De acordo com Iravani, o governo iraniano não busca atingir interesses de países vizinhos e está investigando relatos de possíveis ataques a áreas não militares. Ele acrescentou que alguns desses episódios podem ter ocorrido devido a interferências nos sistemas de defesa utilizados na região.

“Nossa avaliação inicial indica que alguns desses incidentes podem ter sido resultado de interceptações ou interferências do sistema de defesa dos Estados Unidos, que podem ter desviado alvos militares originalmente pretendidos”, afirmou.

Declaração de Trump gera reação

Durante o mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar o conflito e afirmou que o Irã deveria aceitar uma “rendição incondicional”. O líder norte-americano também disse que o futuro dirigente do país deveria ser “aceitável” para a comunidade internacional.

A declaração ocorre após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no primeiro dia da guerra. Em entrevista à agência Reuters, Trump declarou que pretende ter influência na escolha da nova liderança iraniana.

A fala foi criticada pelo embaixador iraniano na ONU, que classificou o posicionamento como uma interferência indevida nos assuntos internos do país.

“Essa declaração representa uma clara violação do princípio de não interferência nos assuntos internos dos Estados, previsto na Carta das Nações Unidas”, disse Iravani.

Ele reforçou que a escolha da nova liderança do Irã seguirá os procedimentos constitucionais do país e dependerá exclusivamente da decisão do povo iraniano.

Sinais de tentativa de mediação

Poucas horas após as declarações de Trump, o presidente iraniano informou que alguns países — ainda não identificados — teriam iniciado tentativas de mediação para tentar reduzir as tensões e buscar um caminho diplomático para o fim do conflito.

Paralelamente, duas autoridades norte-americanas ouvidas pela Reuters afirmaram que investigadores dos Estados Unidos analisam a possibilidade de que forças militares americanas tenham sido responsáveis por um ataque que atingiu uma escola feminina no Irã no último sábado (28).

O episódio teria causado a morte de dezenas de crianças. As investigações seguem em andamento, e até o momento não há conclusão oficial sobre a responsabilidade pelo ataque.

Compartilhe
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- Advertisement -