Israel e o Hezbollah concordaram em interromper as hostilidades e iniciar um cessar-fogo a partir das 16h desta sexta-feira (19), no horário local (10h em Brasília). A informação foi confirmada por autoridades envolvidas nas negociações, após uma nova e intensa escalada de violência registrada durante a madrugada no Líbano.
Segundo fontes ligadas às tratativas diplomáticas, o entendimento foi construído com a participação de representantes dos Estados Unidos, do Catar e do Irã, que atuaram para evitar um agravamento ainda maior do conflito na região. O acordo surge em um momento de crescente tensão entre as partes, após uma sequência de ataques e contra-ataques ao longo dos últimos dias.
A retomada dos confrontos colocou sob pressão os esforços diplomáticos que vinham sendo conduzidos entre Washington e Teerã para encerrar os conflitos em diferentes frentes do Oriente Médio. O entendimento firmado recentemente entre os dois países previa medidas para reduzir as ações militares envolvendo aliados e grupos armados na região.
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Mais cedo, integrantes do Hezbollah indicaram que a continuidade das negociações dependia da implementação de uma trégua ampla e imediata. A posição teria sido comunicada ao grupo pelo governo iraniano, que participa das articulações diplomáticas.
Durante a noite, ataques aéreos realizados por Israel atingiram diversas áreas do território libanês. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, ao menos 18 pessoas morreram em decorrência dos bombardeios. Em resposta, o Hezbollah intensificou suas ações contra posições israelenses, provocando a morte de quatro soldados de Israel em um dos episódios mais graves registrados desde o início da guerra.
O cessar-fogo prevê a interrupção das operações militares entre as partes e integra um conjunto mais amplo de medidas voltadas à redução das tensões no Oriente Médio. A expectativa da comunidade internacional é de que a trégua contribua para evitar novos confrontos e abra espaço para negociações políticas mais abrangentes nos próximos dias.
Apesar do anúncio, autoridades acompanham a situação com cautela, uma vez que episódios anteriores de redução da violência foram seguidos por novas ofensivas. A manutenção do acordo dependerá do compromisso das partes em respeitar os termos estabelecidos pelos mediadores internacionais.



