Casas Bahia fecha acordo para indenizar 4,3 mil trabalhadores demitidos; veja os valores

Justiça do Trabalho homologou o acordo nesta quinta-feira (15), prevendo pagamento de R$ 7,5 mil por funcionário, além de verbas rescisórias e benefícios. Empresa também deverá comunicar futuras demissões coletivas aos sindicatos com antecedência.

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A Justiça do Trabalho do Distrito Federal homologou, nesta quinta-feira (15), um acordo que garante o pagamento de indenizações a aproximadamente 4,3 mil trabalhadores demitidos pelas Casas Bahia. O entendimento foi firmado entre a varejista e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

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Pelo acordo, cada funcionário contemplado receberá R$ 7,5 mil em indenização, além do pagamento do aviso-prévio, da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de valores referentes a comissões, premiações e outras compensações para aqueles que tinham direito a esses benefícios antes do desligamento.

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A medida possui abrangência nacional e contempla os trabalhadores incluídos em uma relação apresentada pela própria empresa à Justiça.

Acordo estabelece regras para futuras demissões

Além de definir os pagamentos aos ex-funcionários, o acordo estabelece condições para evitar novas dispensas coletivas sem comunicação prévia aos representantes da categoria.

As Casas Bahia deverão informar ao sindicato dos trabalhadores sobre eventuais demissões em massa com, pelo menos, 72 horas de antecedência. Caso a determinação seja descumprida, a empresa estará sujeita ao pagamento de multa de R$ 1 mil por trabalhador afetado.

A procuradora do Trabalho Paula Ávila participou da audiência e destacou a importância do entendimento para fortalecer a negociação coletiva entre a empresa e as entidades sindicais.

Segundo ela, o compromisso firmado prevê que os sindicatos sejam informados e tenham a oportunidade de participar das discussões antes da realização de futuras demissões coletivas.

Casas Bahia enfrenta crise financeira

A negociação ocorre em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela varejista, que anunciou, em agosto deste ano, o pedido de recuperação judicial.

A crise levou ao fechamento de aproximadamente 298 lojas, enquanto o endividamento da companhia chegou a R$ 17 bilhões.

Com a homologação judicial, o acordo busca garantir o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores abrangidos e estabelecer procedimentos para que eventuais futuras dispensas coletivas sejam precedidas de diálogo com as entidades sindicais.

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