Israel intensifica ataques na Faixa de Gaza em meio a clamores por cessar-fogo

Após 100 dias de conflito, bombardeios israelenses deixam rastro de destruição e provocam indignação global.

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No sábado (13), Israel prosseguiu com os ataques à Faixa de Gaza, marcando quase 100 dias de um conflito sem sinais de fim à vista na guerra contra o Hamas, que controla a região. Na cidade de Rafah, no sul de Gaza, um ataque aéreo israelense atingiu uma casa que abrigava duas famílias deslocadas, resultando na morte de 10 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

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Bassem Arafeh, um parente das vítimas, ergueu a foto de uma criança morta segurando um pedaço de pão, destacando a tragédia vivida pelas famílias que jantavam quando a casa foi atingida na noite de sexta-feira. Arafeh questionou a ausência de ações internacionais diante da situação, pedindo a atenção do Tribunal Penal Internacional e líderes mundiais.

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Israel alega visar militantes e buscar minimizar danos a não-combatentes, enquanto enfrenta o Hamas em um cenário urbano densamente povoado. No entanto, a magnitude das mortes em Gaza e a crítica situação humanitária têm gerado pressões crescentes por um cessar-fogo.

O Exército israelense afirmou neste sábado que suas forças mataram vários militantes em Khan Younis, ao sul, e na região central de Gaza, investigando o ataque relatado em Rafah. O Hamas, por sua vez, afirmou que seus soldados atiraram contra um helicóptero israelense em Khan Younis.

Israel anunciou uma nova fase do combate, retirando algumas forças do norte de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel persistirá na guerra até a vitória total, desconsiderando as recentes alegações de genocídio apresentadas pela África do Sul contra os palestinos na Corte Internacional de Justiça.

O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf Al-Qidra, relatou que os ataques israelenses resultaram na morte de 135 palestinos e feriram 312 nas últimas 24 horas, elevando o total de mortos para 23.843 desde o início do conflito em 7 de outubro. Israel afirma ter eliminado pelo menos 8 mil militantes até o momento, buscando encerrar o domínio do Hamas em Gaza.

Na Cisjordânia ocupada, a violência aumentou, com três palestinos armados tentando invadir um assentamento judeu e sendo mortos pelo Exército israelense. O incidente deixou um soldado israelense ferido. O Ministério da Saúde palestino informou que os mortos tinham 15, 17 e 19 anos.

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