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Marido de mulher morta pelo pai em Itapipoca revela que crime foi motivado por ciúmes

O ex-marido da técnica de enfermagem morta a tiro pelo próprio pai revelou que o casal já sofria ameaças contra a vida deles feitas pelo suspeito, que tinha ciúmes da filha.

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O marido da técnica de enfermagem morta a tiro pelo próprio pai em Itapipoca, revelou que os os dois sofriam ameaças de morte feiras pelo suspeito, que tinha ciúmes da filha. O crime aconteceu durante a tarde da última sexta-feira (3), na localidade de São Miguel.

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A vítima, Maria Naiara dos Santos Sousa, de 27 anos, foi assassinada a tiro pelo pai, durante o velório do avô materno. A mulher foi atingida por um disparo na cabeça. O marido, de 43 anos, foi lesionado nas costas e sobreviveu. O suspeito, pai da vítima, foi preso e autuado em flagrante por feminicídio e tentativa de homicídio.

“Agora estou só, sem a mulher que amo, sem metade da minha própria vida, porque morávamos só eu e ela. Não tínhamos filhos, mas tínhamos projetos para ter logo. Infelizmente nosso sonho foi interrompido por um monstro”, lamenta o agricultor, que não quis ser identificado.

“Minha esposa dizia que ele não a respeitava como filha. E Ele dizia que, no dia que ela namorasse, mataria ela e o homem que estivesse com ela”, revelou o viúvo em publicação do G1. O casal viviam juntos há nove anos.

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O ex-marido da vítima revelou que Naiara temia ir ao velório do avô por medo do pai fazer alguma coisa contra ela, e por isso, pediu ao marido para acompanhá-la. “A gente já sabia que ele tinha um ciúme demasiado dela, e não gostava de mim por motivo de ciúmes”, disse o homem ao G1.

Crime durante velório

O casal estava no velório com outros familiares quando o pai de Naiara chegou, em um carro em alta velocidade, acompanhado de outras pessoas. “Ele já desceu fingindo estar bêbado, cambaleando e vindo em nossa direção”, revelou o ex-marido da técnica de enfermagem.

“Ele apontou para a gente e falou ‘tu vai morrer’. No momento eu me levantei, rápido, e joguei uma cadeira de plástico que não foi suficiente para derrubar a arma”, comenta o agricultor. Ele contesta a versão da polícia, que diz que Naiara morreu ao tentar salvá-lo.

“No momento que ele falou ‘tu vai morrer’, ele já sacou a arma e atirou. Daí eu me virei, para tentar me resguardar, e minha esposa também se vira. Foram dois tiros. O primeiro atingiu as minhas costas, e minha esposa caiu ao meu lado. O tiro dela foi certeiro, na cabeça”, lamenta o homem.

Depois dos disparos, o marido conseguiu correr e se esconder atrás de uma árvore, porque estava sangrando bastante e perdendo a consciência.

Morte da esposa

O marido disse que, para tentar fugir do suspeito que o seguia, entrou em uma zona de mata, até que encontrou um carro da polícia militar, que já sabia do crime, e estava acompanhado de uma ambulância.

“Eles queriam me socorrer para o hospital, mas eu não deixei. Pedi para socorrer minha esposa porque achava que ela ainda estava viva”, revela o agricultor. Contudo, quando ele retornou ao local com as autoridades, a técnica de enfermagem já estava morta.

Após saber do óbito de Naiara, ele foi ao hospital para ser socorrido porque estava perdendo muito sangue, e depois à delegacia para prestar depoimento.

“Eu vi ele sentado na delegacia. Quando ele me viu, ele se assustou, dando a entender que tinha a certeza de ter me matado também”, complementou o ex-marido da vítima.

O pai de Maria Naiara foi encontrado pela PM após ser encontrado dormindo em um bar na localidade Arapari. O homem foi encaminhado à Delegacia Regional de Itapipoca. A Polícia Civil investiga a motivação para o crime.

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