Lula sanciona lei que torna feminicídio crime autônomo e aumenta penas para até 40 anos

Nova lei agrava as penas para feminicídio, com reclusão de 20 a 40 anos, e reforça medidas de proteção a mulheres vítimas de violência

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira, 9 de outubro, o Projeto de Lei nº 4.266 de 2023, que transforma o feminicídio em um crime autônomo no Código Penal e agrava as penas para até 40 anos. A medida reforça o combate à violência de gênero no Brasil e amplia as penalidades para outros crimes cometidos contra mulheres.

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“Mais um passo no combate ao feminicídio no Brasil. Ao lado da ministra Cida Gonçalves, sancionei um projeto de lei que agrava a pena de feminicídio, aumentando a pena mínima de 12 para 20 anos, podendo chegar até 40 anos, e agravando penas de outros crimes praticados contra as mulheres. O nosso governo está comprometido e em Mobilização Nacional pelo Feminicídio Zero”, destacou o presidente em publicação nas redes sociais.

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De acordo com a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de endurecer as penas, a nova lei fortalece a prevenção e punição dos crimes de gênero no país. “Essa legislação é um marco para garantirmos um Brasil sem feminicídio, sem impunidade e com mais segurança para todas as mulheres”, afirmou.

A proposição aumenta a pena de reclusão para feminicídio para até 40 anos, a mais alta prevista no Código Penal, e também agrava as penas para crimes de lesão corporal e violência doméstica. Além disso, o feminicídio passa a ser considerado crime hediondo, e a nova lei altera a Lei Maria da Penha, ampliando as punições para o descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Outro ponto relevante é que os crimes previstos na nova legislação terão prioridade na tramitação judicial e direito à gratuidade de justiça. A senadora Margareth Buzetti (PSD/MT), autora do projeto, explicou que a mudança busca combater a impunidade e melhorar a coleta de dados sobre feminicídios no Brasil, uma vez que a criação de um tipo penal específico facilita o monitoramento das estatísticas.

O texto, que contou com o apoio das deputadas Delegada Katarina (PSD/SE) e Gisela Simona (União/MT) como relatoras na Câmara, e do senador Alessandro Vieira (MDB/SE) no Senado, foi aprovado com o objetivo de fortalecer o enfrentamento à violência contra as mulheres no país.

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